domingo, 13 de novembro de 2016

teamo

meu quarto tem sido essa travessia de mil poemas
que te escrevo siempre de pernas abertas
desde que você chegou com tus óculos de me ver nua
com sua boca de piercing gelado
com sua língua quente

y eu te escrevo hoje o que li na sua caneca de letrinhas
a mesma leitora de borras de café
y do meu infinito por você

escrevo porque a manhã é aberta para o nosso café
porque meus vestidos têm ficado loucos desde que fomos embora de novo para não se sabe onde
sem tuas mão transpassando nossos desejos
escrevo porque não posso te tocar agora
senão por estas palavras..

você me tocou tanto hoje,
teus sonhos,
tuas alucinações
[eu leio tuas unhas sob minhas costas, y elas ainda dizem Fica]
então eu fico aqui, como se estivesse ainda ficando.. ficando..
[y eu nunca fiquei assim apaixonada por alucinações, como sou por suas unhas pretas]

então sim, eu vou vestir o quimono branco [só que ele vai ser vermelho também],
y vou entregar as redes y os pescados na sua aldeia de loucuras
como um raio siempre nu no céu quando se vem
eu vou te chover de mim
esse molhado que você me deixa toda vez que

tu tambiém está nua, apenas com os óculos de me ver ainda mais surrealista
y gosto daquele poema paloma-priscila porque nele andrezame
y gosto, porque nunca ninguém viveu y uma ficção comigo
como você está vivendo essas verdades

eu ia te escrever uma carta hoje,
dizer que é estranho o que sinto por você,
mas eu quero que você demore..
seja o que for que seja isso de distância, somos nós também..
y te pinto
te coloro
te escrevo agora dentro do meu quarto,
na minha cama,

y nunca conversei com alguém assim tão nua..
assim com meu nome Andreza inteiro. perto..

há muitos escuros no que vejo,
mas os escuros tem encontrado claridade
y sei que o seu nome permeia as frestas da minha loucura

como pode alguém colecionar invisíveis?
foi aí que comecei a te amar..

escrevo porque me invadiram uns invisíveis que são seus

lembro que nosso céu seria roxo se você o criasse
que minhas pulseiras seriam todas suas, meu pulsar,
y que bastaria dizer andreza para que então novamente perto uma da outra,
como eu digo seu nome y logo me abraçam

são as entidades.
as entidades fortes da coragem que temos de sermos o que somos,
y acreditarmos no amor

isso parece uma carta. y eu quero muito dizer
como quem está dentro do amor,
que gosto muito de você
y é ele.. se dizendo por ti




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