quarta-feira, 30 de novembro de 2016

gira

então eu giro
                      porque não cabe em mim a mulata
                      não cabe em mim a Priscila ou Andreza
                      não entra a louca, a rata ruiva
                      a adolescente mimada
                      a índia atrás da janela do meu corpo
                      a indiana com cristais escorrendo das pernas
                      o toco no meu sexo extraindo terras
                      os crisântemos das costas
                      as redes das minhas pescarias y especiarias de nós

então eu giro,
porque me gira uma Iansã
                                          mãe
                                          amiga
                                          da arte do meu Nome
                                          artesã de ventos
                                          y tempestades

então eu giro,
                      porque algo em três eu sou
                      priscila ou andreza
                      y o que não sei
                                                                    y vou continuar amando
                     

terça-feira, 29 de novembro de 2016

c.

hay una image
que quiero entregar-te
de lo todo que no
tiene nombre

un lugar secreto que
você me habita,
íntima y poesía
com tus ojos verdes,
transpassando todo o corpo
do que em mim é corpo
y alma

donde hay segredos que sequer eu entendi
segredado no íntimo da voz muda
donde os olhos sequer olham y veem
porque não é coisa de olho
nem de mastigar o compreensível

é onde escapan cosas da sua chegada,
que se relacionam com tu nombre,
y solo con tu nombre
escorrem por cada um de meus dedos,
sem saber que líquido é esse
que...

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

meu poema

seu nome me lembra
cris
      tais

não cristo!

transamentos


esconderijo

te sonhei de novo. três esconderijos, y isso que você..
taoísmos, dourados,
seu corpo no
meu

onde está a sua voz hoje,
niña?

apareceu com um presente,
dizendo "SIM"
de novo eu não perguntei nada mais além de...

- bom dia niña
- bom dia...

soube: é deste sim que eu sorri ontem

y o amor sobrevive a todos os bons dias do mundo [mesmo]

porque o amor se enconde no segredo
do infinito
que eu procuro
y só
você encontra

la niña

seja bem
vindo
          o amor que
disse
de cabeça pra baixo a vida:

M
     I
        S

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

puerto de fantasía C.

enquanto você rodopia
a língua em meus ombros
fecho os olhos,
y aún te sueño

Cris
      tais
e taoísmos nos trouxeram

ainda em caos
a bailar coloridas
la niña de fuego
queimando sus aires en mi sexo

una estrella resiste en nuestra boca?
no lo sé..

baila, niña..
continúe girando
poesía
poesia

C.

un vaso de poesía
en mi boca

tomame

terça-feira, 22 de novembro de 2016

das listas infinitas que eu faria da fome

eu nem gosto de abacate. mas você comendo eles é das minhas cenas preferidas. e eu escreveria um conto para o seu vestido preto. as alças caindo. tudo sempre em precipício de você. eu te chamei 3 vezes y você veio como o que vem sem nome. olhos verdes abacateados que dá fome. agora entendo o que é fome. 

1. querer te beijar entre duas cidades
2. mandar mensagem y esperar o azul dos teus verdes...
3. la viaje que ainda estoy contígo [eso es sobre la ficción]
4. abrir e ainda assim no parecer tan abierta quanto você me abriu. dios, novembro pode ser chamado de abril.
5. [...]
6. fome é o Teu Nome 3 vezes no meu 3 vezes igual a 9
7. tu aniversário já é uma fome
8. meu infinito por você
9. este segredo

poesía

de língua
y caos
                es feito nuestro amor

[marinheira estelar]

hay un secreto
en tus ojos..

que vou encontrar
de olhos bem fechados

te quiero toda

onde, ávido,
soluçam
nuestros encuentos..
te espero, com um beso en las manos...

na ponta do alto das árvores
nuestro destino

veo en los nódulos dos trovões intermináveis do nosso desejo,
um ninho

ou será na pétala cálida de terra,
furando invisíveis

esse teamo

donde amor,
me condenas la finitud de la palabra

te encuentro en un fio de lã
y ella no se acaba cuando termina..
donde está después de tu nombre?

amor amor,

te quiero
cómo
um sopro

eterno como lo que no tiene nombre

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

sábado em fim

existem filosofias que não cabem em mãos se buscando, inevitavelmente os dedos entrelaçando destinos, um ensurdecedor silêncio pairando sobre a saída da padaria. o copo de suco antes amarelo, agora transparente de nossos desejos. meu deus, onde foi que comecei a te amar assim nisso tudo que se acaba enquanto estamos juntas/ consumimos os sucos, as metáforas, os poemas, as palavras, os silêncios, os cafés, as frutas da nossa boca caindo uma na outra, y aún tengo uvas entaladas na minha garganta de você.

vem buscar isso que não tenho y nunca terei e que é seu. o amor futuro. o que pode ser qualquer palavra o'u gesto. vem buscar. porque , meu deus, o absurdo eu encontrei em você.

tarde de sábado

busco na tua língua
a mudez
das tuas artérias
derramando o sangue
que por mim
pulsa

silencioso é o tempo
do encontro

calculador de absurdos
num copo de café
a dois

do quando você cerejou

se você fosse uma árvore
cerejeira
cairiam na minha boca

em raiz, teus olhos
me tragariam para a terra
de si

y teus braços seriam os mais belos troncos
de me abraçar invisíveis

sim, você é um cerejeira,
rosa bebê

que eu descanso minhas sombras
de nós

magia del encuentro

lembro do dia que te conheci:
submersa em voo
eu também..

quando inevitáveis
asas
a se afogar de encontro

você me sorriu,
eu te mordi

lembro do dia que ainda me acontece
hoje,


nuestro encuentro.

domingo, 20 de novembro de 2016

la niña de fuego

cuando sueño contígo
siempre hay fuego

tu nombre me lembra labaredas
no inverno dos meus poemas
[y sí, eles queimam melhor no inverno]

cuando dos frias lénguas
se enroscam de desejo
somos nós, en un bailado de neve

a carta que você tirou
tus ojos em chama con mi nombre
tua boca esquecendo pequenas faíscas na minha,

ah.. tua boca sempre fogueira
para minhas cartas que guardo muito bem protegida
em lugar nenhum da garganta

você sempre fez isso
de queimar tudo o que vê?

não consigo não escrever para você.
você me queima todo el tiempo

mas hoy
te voy apenas aquecer
lo que tu silenciosamente
me queima

enquanto durmo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

dos niñas bailando tus sueños

danzamos
                 iguales dos estrellas
en caos
             y la luna en la boca

bailando infinitos
a los pies
poesía

little bird

lilith bird
que fogo te queima
a mim?

eu vejo o vulcão em teus olhos
y ele parece muito com meu sorriso
em você

onde as estrelas te atravessam
depois de caos em mim?

você sabe qual a cor do seu sorriso?
Fogo!

eu não sei pertencer, senão nessa loucura
de uma ou duas asas imaginárias
se comendo no fim da porta

y não existem portas,
tudo é espaço
para esse absurdo
de você




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

cenário

me gusta su boca
pingando el miel de nuestras poesías

sus ojos en lluvias
nuestros corpos
                          nus
por la ventana de alma

mirame de nuevo..
tengo solo palabras
y dos alas de manos
libertandome del deseo por ti

poesia
poesía

quiero llover esta nube
de tu boca para la mia

tus palabras también
tan mias
tu, mi Poema

quieres caminar conmigo aún?
mismo con el sol caliente en nuestra libertad?

esto que sabemos bien:
lluvia de danza
futura
presente

ausfatiada

esto mismo
estar.sendo ter.sido
lo qué somos

cravadura do silêncio
de amor



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

estação

flor,
o inverno não mente

o trem é a nossa travessia

seu nome no meu,
sua pele,
seu sorriso

o inverno conta
as penas
das asas da nossa floração

flor, a primavera
está em seu coração

solamente contigo,
vermelho..

fusão

essas ondas
teu suor se colando ao meu
teu cabelo escorrendo sobre meus ombros
quando você..

sinto que me perdi no tempo
do seu nome
aquela noite
que você...

terça-feira, 15 de novembro de 2016

tu eres el más bello aún [13112016]

aún tengo en mi léngua
su poema secreto

aquele que tu girastes três vezes
com su língua envenenada de nuestro deseo

ainda guardo tu silêncio
antes de tu nombre.

dientro
tus dedos me giraban locos
lambendo as frestas
de las lluvias de mi cuerpo

[por eso tu eres un bailado en mi cuerpo]

esto siléncio que vez o otra
me tiran espasmos
y danzo
esto silêncio que no puedo carregar sem que te seque todos mis poemas

fecho os olhos
y veo mejor lo que somos

dos niñas
in infinito

transpassadas
de amor


nota: [tus rojos,
yo como con los dedos]

da paixão

gosto de dormir
com a boca
em seus dedos

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

quando serpenteamos

no sé no mirar tus lábios..
esta gaita enraizada
en tu sonrisa

eso de diosa soprando vozes
rodopiandonos hasta lilith

bailarina de los muertos,
tiene en los pies canciones nuas?

por que então este corte nos meus pés ainda em nossa dança?

no me olvidé tus manos de fuego,
lábios de todo bailar de mi poesía
mudas
muda
rosa..

pagã-de-poemas
 giro infinita, desde que...

dona de los sueños locos,
danzame con nuestros muertos

una vez más,
cómo vivas.

rachadura

vidro
nos teus
olhos?

isso que se insiste em não

o rio que corta teus lábios em poemas
as tempestades contidas do chão silêncio
nenhuma gota quebrada no asfalto de nossas vidas
[não mais]

a serpente da tua língua
envenenando seus próprios silêncios
nos meus

as cores escondidas em teias de aranha imaginárias
no que não se vem
dos teus pés
dos meus

sujos caminhos
sem você. sem mim

onde foram parar nossos retalhos
antes tão certos de nós?

o amor em rodas tribais
hoje tão invisíveis
que sem Nome
o amor em sorrisos por te ver
por me ver..
o abraço que não se foi ainda
desde que inventamos o tempo do nosso abraço

ainda há pelos
pelos nossos arrepios

onde escondemos o amor quando ele?

tenho as palavras como um destino
os poemas, como liberdade
y você como..

o azul
os dedos
as calcinhas esquecidas nos varais do mundo

e não quero mais
dormir
em torno disso que não é mais

o não café
o não abraço
o não encontro escorrendo sobre meus poemas
agora de outra
escorrendo também as nossas vidas

para onde vão os nãos, meu pai?

é bom lembrar para que você veio
o que foi bom
y o que também Te É

as tardes seguem silenciosas
gritando apenas desejos escondidos de te ver
nas nossas formas de silêncio também

os escuros se escurecem ainda mais
sem coragem de nós
desanimados
os cortes ainda sangram
agora sem arte
sem pintura
apenas el sangre roxo

o grito dos coágulos
escurecendo ainda mais de morte a nossa vida

porque até pode ser que não era você
até pode ser que não é você
e até pode ser que não seja

mas eu quero no que você Vem

porque eu sei a Tua Vinda
quando soube minha Ida
por ti
sob a Lua Branca

dentro [é sempre longe...] - sobre quando bailamos y você não estava

passou a língua três vezes
na minha face

me descobriu andreza
chuva para seu desejo pagão

meus olhos se fecharam
te abracei serpenteadas vezes mais forte

não tinha como conter o desejo no seu em si
esta dança que se faz fogo
chama y chama y llama

duas inevitáveis
gozando
o encontro

com os dedos fundos de infinito,
buscávamos amor
no que ele nos enlouquece

nos atacamos no quarto escuro da nossa claridade
os amassos que não se cabem na palavra amassar
o corpo-poesia

as pernas todas locas de si mesmas, voando
os braços inteiro apedregulhando
feito inteiras unhas de lilith

onde está este desejo
este amor
como se fosse perto.. [¿?]

não canso,
continuo..

passagem

teus olhos
cospem fogo
nas minhas ideias

y eu quero dançar

domingo, 13 de novembro de 2016

ella

eu nunca senti essa ternura
como quem desse carinho com cílios no meu rosto

até eu rir seu nome

y você trazer eles pra minha boca
feito uma felina de mim

agora, no agora do nosso futuro
temos uma história de cílios
em que o amor se conta

teamo

meu quarto tem sido essa travessia de mil poemas
que te escrevo siempre de pernas abertas
desde que você chegou com tus óculos de me ver nua
com sua boca de piercing gelado
com sua língua quente

y eu te escrevo hoje o que li na sua caneca de letrinhas
a mesma leitora de borras de café
y do meu infinito por você

escrevo porque a manhã é aberta para o nosso café
porque meus vestidos têm ficado loucos desde que fomos embora de novo para não se sabe onde
sem tuas mão transpassando nossos desejos
escrevo porque não posso te tocar agora
senão por estas palavras..

você me tocou tanto hoje,
teus sonhos,
tuas alucinações
[eu leio tuas unhas sob minhas costas, y elas ainda dizem Fica]
então eu fico aqui, como se estivesse ainda ficando.. ficando..
[y eu nunca fiquei assim apaixonada por alucinações, como sou por suas unhas pretas]

então sim, eu vou vestir o quimono branco [só que ele vai ser vermelho também],
y vou entregar as redes y os pescados na sua aldeia de loucuras
como um raio siempre nu no céu quando se vem
eu vou te chover de mim
esse molhado que você me deixa toda vez que

tu tambiém está nua, apenas com os óculos de me ver ainda mais surrealista
y gosto daquele poema paloma-priscila porque nele andrezame
y gosto, porque nunca ninguém viveu y uma ficção comigo
como você está vivendo essas verdades

eu ia te escrever uma carta hoje,
dizer que é estranho o que sinto por você,
mas eu quero que você demore..
seja o que for que seja isso de distância, somos nós também..
y te pinto
te coloro
te escrevo agora dentro do meu quarto,
na minha cama,

y nunca conversei com alguém assim tão nua..
assim com meu nome Andreza inteiro. perto..

há muitos escuros no que vejo,
mas os escuros tem encontrado claridade
y sei que o seu nome permeia as frestas da minha loucura

como pode alguém colecionar invisíveis?
foi aí que comecei a te amar..

escrevo porque me invadiram uns invisíveis que são seus

lembro que nosso céu seria roxo se você o criasse
que minhas pulseiras seriam todas suas, meu pulsar,
y que bastaria dizer andreza para que então novamente perto uma da outra,
como eu digo seu nome y logo me abraçam

são as entidades.
as entidades fortes da coragem que temos de sermos o que somos,
y acreditarmos no amor

isso parece uma carta. y eu quero muito dizer
como quem está dentro do amor,
que gosto muito de você
y é ele.. se dizendo por ti




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

do quando descobrimos juntas a minha[por.ti] vénus en escorpião

lembro o dia que
se contou en mi
[por ti]
la vénus en escorpião..

y dois dedos vivíssimos
incorporados de desejo
percorreram tu face
ora sombria
ora entregue
urgente

cómo dois apaixonados,
desceram por sua nuca
y subiu de novo
colandose por tus cabelos

y no demorou mucho...
rápidos deslizantes
dentro do pijama rosa
giravam como duas Iansãs
por teus seios
despues por la costa de tu embarcación

y você os guiou hasta tu boca..
bebeu da própria sede
después deu de comer
às plantas vivas
das tuas pernas
abiertas..

hoy, ellos danzan pelos buracos da flauta..
misturados a sopros y canciones
[aún bailamos]

y deseo que o som do mundo
ainda te leve y permita oír
este desejo
que você me plantou
na cama dos nossos olhos fechados
y dedos acordados..

como en casa

me gusta lénguas locas
que se enfiam
por dentro de mi después del deseo

que se É

como en
casa

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

carta a L. H. [que estas palavras te cheguem como um sopro]

L.,

você é como a chama de uma vela que acabei de soprar. viva dentro dos meus olhos. a distância nunca nostornará desconhecidas. com este amor que tenho por ti com teu nome alegria Alegria, somos duas-juntas. siempre.

sobre aquele áudio, antes que você me pergunte, eu estou viva. agora, como se estivesse dentro do que é fora, estou tentando congelar uma imagem que consegui roubar do tempo. uma imagem que refletisse o poder de um coração perdido em vermelhos, louco, em lembrança de outros corações do futuro. uma imagem do que dizem os silêncios quando estão sob as nuvens, ou nos espaços das gotas de chuva que ainda vai chover. ou mesmo no quebrar das ondas. ou mesmo essas ondas azuis que as vezes aparecem bem na frente dos meus olhos y eu desconfio que são sonidos. como a chama da vela ainda é você.

recebi sua carta. y confesso que tenho respondido você em muitos poemas. você falou sobre distâncias. o cálculo dos cegos.

uma imagem que nos distancia do próprio escuro é o que também venho falar. o espaço. há tanto espaço no que vejo, que ele quase não existe mais de tão pequeno. é como se dentro das cores tivessem mais do que aquelas cores que elas estão sendo. y acredito que seja o amor esbarrando pelas margens das coisas que não podemos ver, obrigando que encontremos o que É. é como un ejercício de Fé. é como aceitar convites para absurdos onde se pode morrer se não ensaiar suicídios. eu ensaiei um.. ella está volando aún por la ventana, porque es así mis poesías: todos estan siempre quase, no meio de, vivíssimas y locas. es cómo una lluvia de amor sobre nós, y não sabermos o que é. nós como portais, se protegendo com miedo. y es por eso que también te convido a no tener miedo. tenho saudade do som do seu sorriso. sei porque te mandei aquela mensagem aquele dia: a lembrança do que de nós foi é real.. y quero continuar mirandonos.

falo contigo disso, porque você entende o que o amor é em sua manifestação. soube cedo dentro de um quadro, as formas y as cores. y mesmo que tentemos carregar uma imagem que alcance o que amamos ou deixamos no a'mar, é só um lugar onde ele esteve em nós. y como vasculhas un "só" arrebatador.

y por isso também esses nós dissonantes, que permeiam o amor em escalas y graus, a fim de vivê-lo em êxtase espiritual ou deixá-lo ir, mas vivê-lo.  y ainda que conseguíssemos decifrar os graus zeros dos próprios graus que chegássemos, ainda teria um pedaço de escala vazia onde se propagam os infinitos.

lembro como tentávamos fazer do amor a métrica das nossas vertigens, y foi a nossa dança mais louca. porque o amor  nos sondaria milímetros de distância como tem sondado, ou nos colocaria perto, mas nos sondaria, estivéssemos onde estivéssemos neste desejo con él.

[ainda estaríamos tateando o nada?]

L., eu ouvi teus silêncios quando toquei seu rosto aquela noite. y eu poderia falar o que vi, mas também sei que você sempre soube o que vemos. y amo-a por esta cumplicidade silenciosa. somente com você, o silêncio se faz piano, como o som emitido por um mudo. ou como a tecla de joão carlos martins: superada. inteira. líquida. deslizante.
y como se estivéssemos sem blusa, peito aberto, dançássemos este silencioso segredo, o qual juntas estaríamos prontas para oír sem sofrimento.

quero dizer-te: é tão bom apenas podermos nos tocar silêncios y nos reconhecer. sinto como se estivéssemos de mãos dadas no porto da loucura, no momento exato em que se ouviu pela primeira vez Lícor.

eu te desejo dulcíssimas cerejas, y mesmo que eu entregasse para você a palavra amor, agora, que ela te chegue um sopro.. porque só o silêncio te contaria em mim com a dimensão do que o amor se manifesta por ti.

espero que os cálculos estejam cada vez mais de resultados amor, por aí.. y que te voem infinitos.

INFINITO

eu nunca amei assim
o que não é sequer de nome
amor

então espero que novembro chegue
e ainda não te traga
inteiro

que você venha com esses versos cortados
como a manhã também não vem toda
o sol todo lá longe,
como um raio
que você venha apenas um feixe

e que se confunda com peixe ou nada

mas que você venha isso que eu não sei
e que eu quero continuar
olhando


[P. Andreza]

un abrazo con todo el amor.

teamo,

P.,

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

amor amor [do quando você-movimento]

me perguntaram de você hoy
 é a terceira vez

como se.te rezasse, quis dizer.teu nome
isso que me dobra a língua en is

mas no emiti sonido

fui até a caixinha de brincos,
peguei os dois girassóis y te pendurei
no alto de mim

foi então que o poema mudo se colou en mi cabeza

sorri...

y como se nos.soubesse, os brincos se arrancaram   de mis oídos y
se cairam dançantes ao meu umbigo..

alí girou girou
y un hijo

como todos girassóis-mães,
voaram hasta mis ombros
primeiro el esquerdo después o direito

ahora aqui
derramado em minha bocq
 elas-se-nos-contam

sobre como te tomei espírito



do dia que ela me viu o volar

lembro que você esqueceu um olho
com a janela aberta
de mim

e você disse que sua língua começou a girar

foi a primeira vez que me beijaram
enquanto eu-vento

depois disso,
quero fazer amor,
nesta fase que somos
inteiros nadas,
movidas pela fé
do espírito que você soube que
que era meu-no-seu

ss

eu estava numa tempestade
y você não me via
porque tinha muito que olhar nas árvores

o jeito como uma folha se move
o vento das janelas
as pessoas de dentro
as pessoas de dentro..
ah, as pessoas

y eu era como um vento
y você não me via passar

então eu girava
girava
girava ao seu redor feito um morto

y você fechava os olhos
para não me ver melhor
porque você não me vê
você só me vê quando sente
y você não me vê, eu sei

sim, querida, nós somos iguais

nós não temos tempestades contidas
porque é escuro se conter
então a gente dobra os poemas
y eles pingam, pingam pingam
como uma canção

sim, sim,
sempre soube a estação do abandono
é onde se dá nosso encontro
frequência da dança
y os desejos escapando dos dedos,
sim, ah, os dedos cheios de correspondencias endereçadas
sem  nome
porque é assim que a gente faz ficção

mas eu me responsabilizo
meu eu-lírico é demoníaco
y ele tem seu nome cravado na língua

porque é assim, é assim,
é assim que foi feita nossas particulas:
a gente só vai ficar juntas de novo
quando infinitos formos
ou onde mordemos as partes do que não é
como versos que esquecemos em páginas
em Z
das ficções de nossas vidas

tus colores

eu gosto quando você se vem
cor

esse amarelo escorrido do seu vestido
o vermelho da tua calcinha de algodão
doce

eu gosto do azul dos teus
olhos verdes

eu gosto deste arco-Ísis que você me causa
quando o seu nome se faz
presente

desenlaçar de poemas
que abro
               como as nuvens abrem-se en lluvias
de seus desertos

terça-feira, 8 de novembro de 2016

sobre pertos

no geral,
me importam os piscares de olhos
tão rente aos meus

carta

antes que você se vingue,
amor

uma veia se corta em mil
y pulsa poesia

no papel mudo

reflexos de nós [y un poco más juntas]

sabe o lago?
ele fala as 369 línguas do siléncio

vem y vai
escuroso
como os seus dedos

calculadora de distâncias
si te duele los siléncios
por qué no me abraza?

y en el sonido profundo
de los nadas
métricas
volaremos juntas
toda la solitud

en un vierso, te escribo a mi
dos pequeñas
cuerpo lagoado
recebendo nuestras lunas

dos,
perdidas en una..

.

quando te vi energia

tinha os olhos cheios de quartzos

energia das pedras
gladiadoras-de-si
ela trazia

por isso eu não cansava
de me banhar
daqueles silêncios

particula pequena
a observar absurdos

foi isso que aconteceu com a menina louca

foi então que um dia eu vi
que a menina louca
estava trocando passos com outros passos

y os meus voaram
de nós

porque algo havia
que só nela

de nos parar nos passos uma à outra
porque é assim que eu quero
é assim que eu sinto

ou então Nada

ficamos juntas no nada..
enquanto eu ia embora também

sonho III - do caos

sonhei de novo com você,
você era a suas pegadas
de asas

sonhei que você vinha,
rio e incompreensões esticados no céu
[sim, rio no céu]
y não se via vagalumes no escuro de nós

teus seios recebiam estrelas

nós: o que se aproxima
y logo se afasta

duas inevitáveis
tentando seguir

perdidas no meio da palavra amor

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

crepúsculo

y se eu tiver que dizer algo sério
con mi nombre
que seja
Infinito
isso que se demora em ser nada
sendo tudo..

II

um símbolo na testa.
olhos fechados.
um sopro
depois dois, três
...

luz queima-mãos
um feixe novo
azul
vermelho
amarelo
formando o fim da chuva de cristais violetas
logo à frente
lluvia

uma criança me deita
y brinca
enquanto permaneço de pé
olhos fechados
recebendo a potência reikiana

uma criança furada,
adulta

domada por luzes
que atravessam seu corpo
y também a curam
de si
curandeira no já caminho da cura

[perto do jardim
efêmero
ela e eu
molhadas por partículas perto]

espiritual

siento un frescor de fruta dulce
en el aire

cuando pierto tu respiración:
      fruta uva
      cachos emaranhados
      uva-linda escapada do corpo-metáfora
      me fodendo girosa
                                     [eu gosto do que estoura]

e me explode
como violetas violentas
que desabrocham
dos dedos

te chupo

y así se dão as histórias
das nossas mãos
cacheadas

poéticas locas
no pingante das gotas

fruteira armada do ventre à garganta
de ainda uvas
chamando língua
ao caroço das nossas ideias..

depois eu estouro também,

y bebemos uma o líquido da outra

                                       ...líquidas

desde que entramos em novembro

tu nombre
clarea 
todos los significantes
de amor

domingo, 6 de novembro de 2016

poesía

todos os rituais
se cumprem
em novembro

,

6

1:

tu y yo:









...




2.

no sé donde empezé a teamar..

no sé se fué en las aranhas de tu poema
por las teias

o en la flor de tu piel
o en el roxo de tu vestido

puede ser que en el grito de um poema
en que tu já escrevia nuestras manos juntas
o en las manos donde você me escreveu
o seu eterno molhado ]ainda escorrido]
teamo

aún no sé..

3.

hay un lugar
onde você cai em mim, esparramada
y en mi boca nascem margaridas

y cuando tu no estás
somos margaridas noturnas
frescas de desejo
pelo regar de tua língua

4.

pássaros voam nos meus olhos
y escriben tu nombre
en el aire..
tu nombre es De s t i n o

5.

meus dedos,
com fome,
famintam o despertar lúdico
da sua realidade
poética

6.

foi a primeira vez que alguém me chamou andreza
assim, com a boca cheia de chuva

xamã de conceitos,
ventos na varanda dos olhos

maquiada, vermelha,
boca pingando poesia na janela do meu desejo
y métricas y métricas y métricas de desejo

salto..
vejo o alto aqui fora,
dentro

nome alto para meu Nome
um Sopro
de magia indiana
y brincos mexicanos

eu me abro, y dou,
você pega.

poesía: destino começa donde el siquiera empezó..
y continuamos a rodar
como todas as fogueiras ainda queimam
en las fiestas gitanas

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

do que eu diria pra você se caso você viesse

sua boca reluz o mel
poesía
y es lo brillo más caliente que...

tu: un borrar-se de sol queimado...
donde a veces confundo con la luna

se por um segundo você estivesse aqui
uma única vez
tuas saias marcariam os destinos dos rios,
de los vientos
y claras seriam todas las oscuridades

tu y yo
pelos caminhos secretos dos vestidos ao aveso
bebiendo todo el blanco de la poesía

y seríamos duas (niñas tecelãs):
los ojos vendados para el futuro
y te entregaria mis ojos fechados
mis manos abiertas
minhas unhas vermelhas a procura de tu piel
y bailaríamos esta danza loca del deseo insaciable
que me habita desde tu llegada

[te vuelo
              y tu me vive también]

e eu entregaria meus infinitos todos
para um segundo contígo
donde yo me incorporo dulzura
por tí

como o segundo exato de um sexo em êxtase de línguas
como as chamas do desejo do teu corpo sobre o meu
y o meu sobre o teu corpus

o cómo nuestra locura reconocida
por todos los nuestros pasos
vivos y muertos

eu escolheria
te reconhecer
[y yo escogería
reconocerte]

até que de novo a gente se perdesse
genuinamente
no amor
[en el amor]

[porque é isso que somos, mi amor: dos perdidas de amor, encontradas en la carne y piel de la poesía'poesia]

terça-feira, 1 de novembro de 2016

:

por dentro
muertos
viven


de tão vivos
fazem renascer
maravilhados retalhos
de muerte

y aprendemos sem se prender
 ao tempo da morte
: vida

é a estação da procura
donde dos manos se colam ao infinito
sem face
sem nome
sin tren

donde tu sexo se aproxima voando
y cola-se ao poema voante

verdes olhos
brancos poemas
vermelhas vozes

es este nuestro tiempo: abismos esparramados
a procura de nome
identidad muerte y vida
juntas juntas

pero no estamos muertas
esto es lo que se estan viviendo en lo que no
se puede alcanzar..

y por esto muertas
juntas
juntas
vidas

perderse en tu siléncio

tus besos de pegar brinquedo en mi boca
tu voz de bailar infinitos sonrisas
tus manos musicales en mi cuerpo
tu léngua me arranc
ando todos los suspiros 

luz oscura
y a veces
claridade

teu ar
tu procura

bailamos porque así es
nuestro pequeño infinito

el deseo escorrido por las palavras,
con sede

este silêncio que me toma
y me esqueço
en ti
todos os dias
mais
um

este silêncio
                   dos meus lábios escorridos
no universo amarelo
das tuas saias

metade morta II

faltou muito o que continuar olhando

mas eu me fui
quando você se me
foi

metade morta

...lembro que te esqueci
num livro
fechado

onde faltou muito o que
continuar
olhando...

..

é a nossa primeira
primavera
juntas

dois botões
sem blusa

nuas

y tenho aprendido
florescer
desde que sua boca
me tomou poesia