sexta-feira, 30 de setembro de 2016

da noite de nós

meu amante tem
a lua na boca
e quando nos beijamos
ela mingua

amante

não é preciso o ato
quando tudo flutuoso sob
o nosso TODO

resta-nos agora nos abraçar
cada vez mais
até UM

trabalho

e de novo
escorro sob tua boca
[matéria fina de desejos escondidos]

no toque do rosto
você me retem nas mãos que ainda entrelaçam
[infinitos]

você me rega em sorrisos
explode suas dúvidas e temores
pisca os olhos como se minha vida te acortinasse
e desacortinasse

eu-janela-portal

e como se meu corpo-altar
te abrigasse
[eu te obrigo]

e é a noite que meu colar se quebra:
isso de você chegando
vindo do de longe de você
soltando todas as armaduras

e tudo o que se faz aqui
se pega

então você agacha
pega o fio de nylon e pendura
na minha
guia
você

ELE

as flores
me abraçam
em você

sonho [parte II]

éramos duas partes
UMA

e você mordia
minha constelações

e Órion

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

sonho [parte I]

sonhei que te beijava
e do nosso beijo
brotavam-me tatuagens
tribais 
colibris
cobras assaltando corais 
pérolas  e passos de
infinitos

e na minha boca: janela que te apresento beijo
brotavam asas
para eu te contar assim
em nosso voo pelo meu corpo
ausente do presente
mergulhado em passados e futuros
da história que não continuamos 
porque é assim que esta história continua: sem continuação

então que nas mãos se tatuava
o meu destino-você
o seu destino-eu também
em única tatuagem que agora já está toda em você
 no seu corpo suado de me destinar
agoras nenhum

sonhei que te-me tatuava
e tinha uma janela aberta com sol
tatuado também
no mel escorrida dos nossos vestidos
nus

eu também

agora que sei
que você está feliz

posso amar outr'

..s

capa vermelha

ela me deu uma capa
sem chuva
ainda

xamã [da fantasia]

assobia, amor
que é também com o som dos seus pajés
que o meu amor
se manifesta

tambor de Iansã
curva de ventos rodando a saia dos encantos

me chama em todos os meus passados de amor
seja este que o amor me chove

penas nobre as costas
asas te adicionam

e voamos, amor
porque é tempo
é tempo de  Eras

Yellow Light [Of Monsters..]

I'm looking for a place to start
but everything feels so different now.
just grab a hold of my hand,
I will lead you through this wonderland.
water up to my knees
but sharks are swimming in the sea.
just follow my yellow light
and ignore all those big warning signs.

somewhere deep in the dark
a howling beast hears us talk.
I dare you to close your eyes
and see all the colors in disguise.
running into the night,
the earth is shaking and I see a light.
the light is blinding my eyes
as the soft walls eat us alive.

chuva de mim

o marinheiro
cuida
das minhas águas

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

absoluto

desde que você veio
meus dias ficaram macios

eu pinto a sua cor nenhuma
tudo quanto toco nas argilas
formam o seu Nome

e eu realmente quero contar
que

eu mesma

então que me invade essa flor
que sou

onde os cactos caem no chão
como desfolhados
de mim

até ser outra

sobre as coisas não-ditas

o que as asas das borboletas dizem
quando voam?

do que não se fala

tem coisas que nunca falamos, e que porque soltas no ar, dançam na nossa pele. o corpo como que tambor de desejos, arrepia, as camadas de pele sobre a pele de desejos. isso de não te beijar ainda. isso de espera. essa Fé. essa certeza esticada no brilho dos olhos. dura sei lá quantos segundos e a gente não sabe se falou ou fez gesto de alguma coisa disso que a gente não fala nunca.

e eu fico aqui amando essas coisas que não falamos, porque é também onde se deve buscar isso que nunca se fala..


9

ela está aqui
dentro do que me é dentro
amando [juntas] nas separações que também o amor é..

mas você
você é o meu amor-agora

também por isso
dentro-fora
escapado
sonhado
arrepio fundo, e outro
e..

você: esse que quero brincar
tocar
beijar
florescer
chover
queimar

você é meu perto, meu parto
como um abraço inevitável de beijos

como você e o meu nome
SORRISO

planos

eu só escreveria um poema de amor
com o seu nome
preso morto de mil vidas
em minha identidade cifrada

magia

minhas unhas
estão crescida por você

tuas costas
teu abraço longo
isso que se arrasta e me toma em desejos
múltiplos

eu quero você no meu amor
- eu também

ciclos e respeitos de ENCONTRO

- me senti amado por você. estávamos juntos em algum lugar. [e a voz dorridente]
- eu também me senti amada

dobras

eu gosto de prosa cortando meus poemas. gosto porque prosa é o que não se pode ser cortado como um poema que é cortado o tempo todo como pequenas mortes de.

então eu
você nos meus dias

eu gosto

[me dança]

morte

pode ser que um dia
para sempre
vida

energia

sonhei que te beijava
e do beijo nos caiam estrelas

em cadência
giravam por meus seios e..

você também me ama
agora eu sei

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

o iluminado Iluminada

depois de muito tempo
nua

isso é tão
você
nos  meus sorrisos

os lagos todos
fugídios
esse separado com tempo contado

sua mão
seu sorriso me mordendo os cílios

isso de você trazer de longe meu
 olhar infantil
já perdido entre tempos
e desamores

isso de VOCÊ

infinito

no fim
amar é isso: parasempreOutro

se te beijo

ele traz a voz
do meu corpo

íntimo

olhos vidrados
nas serpentes de mim

corta rabo
corta o ventre

eu toda boca
com a língua afiada de beijo

te espero na história da gente

a onda da doçura

não demora muito
a gente encontra
[de novo]
a voz da esperança
e do amor

pulso latente
olhos nos amando
de baixo
pra cima

e a eu-guardião
Rainha
aproximada à chama
que arde

odalisca que é dele
e só
dele

amando o que em nós é onda

encontrando o que em nós
é faz tempo
encontro

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

vampira

- eu não sei fazer poesia concreta
- eu te ensino

noite de lua cheia

ela tinha 
os meus nãos na ponta
dos dedos

por isso a bica transbordando
das bordas de cigarro

os tropeços
as vozes tremidas
o vinho escorrendo da boca

"eu quero você
e o seu vir"
ela disse entre a fumaça

foi então que eu fui
para onde ali eu já estava
ela

você sabe

e eu entregaria minhas costas
mil vezes mais
para que então
desmanchada você viesse

transfigurada em
grajaús
metálica

por cima por baixo
como antes
pelo lado você me tomou na cama

eu gosto de gente que se me escreve

sou poeta e poesia

não
tem
jeito

o capoeirista

fecho a porta do carro
você entra

e é da minha vida que  você não
sai

capoeirista enfeitado de anjo
aurolado em cima de mim
mil golpes
e sorrisos
e gestos
e mordidas

ginga macia na minha boca
berimbau de cordas
pedra no arame

eu atabaque de mim

você sabe não existo
sem você

me inveta de novo
se possível sempre

me enrola no cordão
azul da sua luta
por mim

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

a fincada

são três dias e
eu sinto falta das pétalas jorrantes
das tuas costas

as pétalas que antes vermelhas
agora
brancas na minha
boca

e eu sinto falta da travessia
que você me fez
quando eu pedi para ir embora
e você Ficou vinda
pela manhã

eu não sinto falta
porque onde você está eu também
não estou

eu já disse?

eu já disse que 
amo suas costas
em flores
de nós?

ela

escrevi o Céu nome no seu

tenho certeza:
os vermelhos
das rosas que te vem
sou
Eu
ao revés

chovendo tua estrutura
para que então
sorria costas-flor

pico

foi então que chovi dentro
trovões, transportes das minhas vidas

elementais biformes
o fogo da chuva
queima o chão do meu coração
em chamas

corri feito loba
e sua fome
minha

amei o vento entre as pegadas
escorregadias do meu corpo

no meu ponto:
guerreira de oração
guiada pelo manto verde do vento
o mato amarelo do sol
gi 
    ro
sa
cristalinas gotas
peitando a vertigem

no olhos a morte que tem fome de
vida 
a morte que tem morte
em sua vida

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

o xamã

seu corpo no meu
inventado
inventivo
fugídio

o seu corpo no meu
o meu no seu
corpus

fujo do marrom
lábios
costas

fujo da tua mão  de cura

me curando as serpentes
me curando o beijo
me cuando o sexo em chamas

xamã de dois lados

pelos
teus olhos encontro
o que é só
desencontro
neste encontro de fuga
onde pássaros nos
voam

terça-feira, 13 de setembro de 2016

tradução

tenho uma inquietação. coisa que nem é minha nem de ninguém. um manifesto. desejoso. líquido como o vento um dia foi até ser nada. coisa feliz de triste. triste de feliz. que ele tocou. ela.. 

eu tenho. então que foi embora de novo para esse aberto infinito. agora sem dor posso ver que me passou de novo isso de. então espero outro inanomível que transcenda o calado. que dentro do que é dentro seja por um segundo fora, e me arranque os beijos das almas que me vivem. que se vem irrefutável e indeifinido. com nome que me habitaa o nome amor e que também logo já

não é

ele foi embora de mim 
como ela se foi para
os vales dos ares dos nadas. 

caminho como um morto
essa eu morta-
                        Viva
até a últma chuva
dos meus nadas 

trocando passos com o sem-tempo
de lábios que se sumiram lábios
e tocou-me num beijo
surdo mudo

encarnado na única voz
primeira: silêncio

passado

ela-outra
anda com um pedaço
de pena na boca

como se ainda fosse minha

diálogos inteiros

- Você gosta de menino ou de menina?

- eu gosto de Você

Vermelha

ela vai fechar as costas
em rosas

com a Lua nos ombros

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

segredoso

há também uma lua
na minha boca
que leva à bica
do que é Nada

ventaniciosa
o que se vai de si mesmo
feito uma asa sem nome
Asa

dois

pode ser que
Um

(brincando)

a gente se ponha de joelhos
para a dança líquida
da vida

sua partida minha, nossa chegada

então eu fico aqui
no balanço preso à nuvem
da chuva que não
caimos mais

você poeta
solta nas palavras
presas no meu corpo Nome
do meu nome Suado de
partida Volta

então eu visto a capa: lenço vermelho
escrito no vento o meu nome
VINDA
Ventre encarnado: Iansã de Raios
e eletricidades

então eu vou e volto
ventania Mulher
balanço incorporado
dessa nossa volta
trançada em recifes do mundo

ciganas em chamas
cortando o tempo em linhas
versadas teamos
enquanto tu me amas calada
chegamos uma na outra
UNO,
indo embora
como dois severos doces amantes
Nadas

sabe

não quero teu pouso
tenho vôos embaixo da língua

quero o teu ar
no corpo
da minha estrutura
calada


o amor é essa fé que se
renova no beijo outro

no encontro eterno
do que não se encontra
nunca

noite terna / manhã quente

asa flambada de corpo
quente
quente é o líquido: boca-a-boca

noite calma,
pés enlaçados

- você cura minhas asas
- é? eu só voo

da flor-você

seu nome:
essa flor aberta
derramando pólen na minha boca

espinhosa na
garganta

traduzida em aroma
nos meus olhos

mudo,
o seu nome Pétala
pingando chuva de rosas em minhas
pernas

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

respeito

porque no ciclo do respeito. porque não sei respeitar nada. nunca soube. nunca fui isso que aceita qualquer palavra que já não seja minha. então por isso também este lugar de ir embora.

então era uma vez um
ciclo vicioso de
têmporas vermelhas

florescendo cortes
ao vento

pétalas de vidro
cortando-se para
viverem a arte sangrosa
de suas verdades
inteiras

aos peixes noturnos

mais uma vez chorei. e fica cada vez mais difícil saber porque choro. eu nunca sei o que exatamente está jorrado dentro de mim. o que sei é de uma falta estendida sobre os outros. como uma falta de mim. mas e como se essa falta fosse mesmo esse encontro todo com meus nadas. sabem, eu choro porque eu quero chorar. e eu sei porque quero. os nomes desaparecem, eu já disse? ele ficam brigando o tempo todo sendo outra coisa. é isso de abandonar-se c o n s t a n t e m en t e...
e a demora desses abandonos sobre o peito, ele mesmo todo desfazendo.
e agora minha garganta tem o peso de um carrossel girando uns nadas vomitosos envolvidos no agora dos também nadas absurdos do nome. e se eu pudesse rezar como lá. se eu estivesse acesa com Shekinah eu nunca que

sabem
a luz do escuro
eu tiro

e fica difícil caminhar sem as perguntas
de ter a mão sobre a sua
garganta

por que?

e foi dito também: nada

caos

porque o vazio
cabe
em mim?

flamejante

que bom que você
assinou lá fora
a saída dessa história

porque lá fora eu também

mas aqui dentro..
se eu pudesse sangrar isso e depois limpar
talvez no vermelho alguma coisa pudesse
ser feita
antes que um câncer ou antes que

alguma coisa de morte
se anuncia
grande como foi isso que ainda é vivo

e se eu pudesse ao menos ver os grãos disso
o deserto disso. se eu pudesse ver os ocos
então eu cuidaria para que ao limpar
ainda ficasse o seu nome

porque se eu pudesse, eu nem te amaria mais
para que então descansasse do tormento
e então nos abraçaríamos bem
nos encontraríamos nas esquinas
trocaríamos sorrisos ainda
porque se eu soubesse onde isso se deu
eu poderia pintar bordar voar as dores de lá
para que enfim Você ficasse
só você

mas não sei
porque não me sei
e talvez nisso se faça maior a minha morte de você
porque te vivi
[eu sei, não sou tola, só se morre bem o que se vive bem..]

então deixo você fumar o último cigarro
ao pé da janela
porque até posso conter isso
mas não posso apagar a mancha azul que você deixou nos meus vermelhos

e porque não posso
não sei o que é isso que corre vermelho sobre as minhas veias
de nome sangue
que não quer sangrar mais o teu nome
e que por isso é partida
para que outro melhor te chegue
com ataduras para toda a dor
que o mundo te doa

já disse: desencontrada
é que te encontro mais

porque naturalmente
                                  num espasmo
você também já se foi por mim

quebradura

meu batom vermelho
inventa-se

imperatriz
dos cacos
e vidros de nós

boa noite. tchau

é assim também depois das noites em que

os dias ficam mais quentes
o corpo se queima de si mesmo

e eu me tomo todos os dias
de mim
balanço a barra dos vestidos que colhem os invisíveis

demora, mas é disso que gosto, sabe:
i n v i s í v e i s

e chegam tarde quando eu
chegam tarde quando isso
amam-me sempre tarde demais
para que eu fique

de você

você não sabe
mas depois do desejo
vem o deserto

petit mort

também sou puta vadia. sem promessa presa à boca. promessa presa no ventre. promessa prometida ao vento. então também vou dar. porque dei para a vida, as outras vidas. morri, voltei, porta aberta para isso que é promessa dela. para isso que se apresenta desejo. carnoso. encontro. passagem. travessia. deserto. então eu disse "tomame" vida. e ela veio mãos peitos bocas olhos me encarando de frente. curando. eu gosto. além de puta, sou poeta. não tenho nãos encalhados na boca ou nas saias. eu vou mesmo. meto a cara no vento de mim. transmuto. porque o que o vento sabe bem é não ser, e talvez nisso mais magistral sendo. talvez por isso também um lindo nada estampado no nome. atordoado. cruzando invizíveis e talvez até rezando. talvez. tenho sonhos. e eles não têm o tamanho da minha Fé.. por isso são sonhos, porque minha fé está aqui nisso em que me estou viva ou vivendo. e eu até queria dar pra ela também a promessa da fé. disso que se sonha inatingível. mas não consegui o amor a tempo. então que muitos beijos roubados. muitas curvas nisso que é estar-de-olhos-fechados com outrx. e foi um tempo de..

- petite mort..

e metia a língua na minha para saber se

- o que?
- petite mort, já ouviu falar?
- não

e agora toda ela inventada no meu desejo de

- assim?
- isso!!!

- petit mort?
- é. isso. petite. você viu?
- eu vi

agora eu arranquei da língua la double mort.

- tá vendo? é disso que se fala amor também
- sabe. não sei. vamos dormir?
- vamos

e cada uma virou pro seu lado, porque algumas mortes não conseguem ser abraçadas enquanto dormem.

do sonho: eu não sou.. ops: não sei

tempestade cabocla

vou dizer
que vi um arco sobre o teu ventre

chuva marrom dos seus olhos
caboclos e xamãs
ao revés

me tomou como um grito,
de quatro para essa tua paz inventada

caboclos guerreiros sem paz
amarrados à tribo do tempo
dos animais de garras grandes
sem medo
sem tempo

eu vento, entranhosa
de quatro para esta tua cara de nada

gosto quando você vem paz
                                             de tambores antigos
trabalhando o sexo
os animais
as vertigens
os cigarros se abraçando às fumaças

vindo leoa
branca
abertura dos meus chakras inferiores
transmutada
domadora do que é pombagira

acorde de rockstar azul cintilante

vou dizer: teu coração é preto
do cigarro da minha boca

meu coração é vento
das investidas do teu salto
morto

na roda: eu você e outra
de quatro para a invenção monogâmica

aprendendo a chover os olhos marrons
fechados
com uma tinta vermelha no rosto da Fé

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

the last time I Saw Richard

last time I saw Richard was Detroit in 68
and he told me all romantics meet the same fate
someday, cynical and drunk and boring someone
In some dark cafe
you laugh, he said you think you're immune,
go look at eyes
they're full of moon
you like roses and kisses and pretty men to tell you
all those pretty lies, pretty lies
when you gonna realize they're only pretty lies
only pretty lies, pretty lies

he put a quarter in the wurlitzer, and he pushed
three buttons and the thing began to whirl
and a barman came by a fishnet stockings and a bow tie
and she said: "drink up now it's getting on time to close"
richard, you haven't really changed, I said
that's just now you're romanticizing some pain that's in your head
you've got tombs in your in your eyes, but the songs
you punched are dreaming
listen, they sing of love so sweet
when you gonna get yourself back on your feet?
oh and love can be so sweet, love so sweet

richard got married to a figure skater
and he bought her a dish washer and a coffe percolator
and he drinks at home now most night with the TV on
and all the house lights left up bright
I'm gonna blow this damn candle out
I don't want nobody comin'over to my table
I've got nothing to talk to anybody about
all good dreamer pass this way someday
hidin' behind bottles in dark cafes
dark cafes
only a dark cocoon before
I get my gorgeous wings
and fly away
only a phase, these dark cafe days

[com - Joni Mitchell]