segunda-feira, 25 de julho de 2016

vent're

faço amor com o vento
ele me trai

se sua pele me atravessa a fundura
sem vestes
e todo lugar
                  ele
                         um sexo

porque ainda me eleva
se estamos separados?

selvagem ou nulo
amante escolhido
na brasa infinita de si

eu antiga,
ele sempre

esquecimento:
um sexo de flores se abrindo

invisíveis latencias

ventania das nossas vidas
este dentro dele

rasgadura de nós
este agora de foras
meus

           distancia finita

corpo aberto
o inacabado
o vivo
o profano disso que nos atravessando também a pele
porque o amor não tem nome
nem gente

porque vento é dentro

amor,
porque é dentro
porque somos
vent
       res

Nenhum comentário:

Postar um comentário