sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

tigresa

chego devagar
ao seu colo

rasteira, subo lentamente
as camadas que já líquidas
pingam o suor no sofá

sinto teu cheiro
vou devagar
peçonhenta, mas
trigriosa

lambidas no teu pescoço
no teu rosto
no teu...

sexo é bom quando nos invento

y antes que minhas garras te cerquem
devolvo minha saliva
para que qualquer palavra de conforme
de olhos fechados você encontre

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

no tempo do amor y los caminos

meu presente é
este enrolado da tua
na minha língua

crisântemos de fogo
abóbora y fantasia

- "un beso de teamo en tu boca"

me desfaço, sou poeta
me desmancho em loucuras
a tua
a minha que é tua
a tua
que é

 minha
            a tua
vinda do outro lado de mim
mexicana

girando a mudez
das horas

como um feitiço
das tuas saias misturadas
sob as minhas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

solstícios

perguntou o que eram aquelas
pontas
eu disse ponte
porque eu gosto de ponte
eu amo ponte

então perguntou de novo:
o que são esses
ferrões 
nas tuas costas?

y eu disse de novo
ponte

pegou o lenço e perguntou mais uma vez
com um certo desespero na voz:
o que são esses vermelhos?

y o lenço y lençol também se pintaram

y eu disse:
são pontas
são ferrões
são vermelhos em excesso de.

só depois de olhar bem para as minhas costas
é que se viu que era uma ponte
em botões
de flores do olhar dela

: travessia

verano

girava con el sol
la niña girassol

girava
           girava
girava

havia um tempo
[tiempo de bailado en mi boca]
la niña

          girava
girava
          girava

y tu léngua
[amora estourada]
amor feminito
se enrolava en mi saliva

quando acordava
ella sabia

ela sabia
que não precisava
saber

o sol queima silencioso
os dias em que se ama

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

ela tem olhos de prender borboletas no infinito

tantas,
amarelas, escarlate
coloridas

presa no estômago da Íris
vermelha como antes a..
pintas pretas

[toda vez que eu piscava Ela,
gozava]

asa-pombagira
de olhares que... asa nua
asa-com-nome
[da que escolheu ser sem destino]

mas eu gostava ela pura de si mesma
desmontando o ar em dois, que nem se sabia
tão despertencida que de Água, de Fogo, de Terra
mas nunca isso que se é
[prisioneira de si mesma]

]deus nos livre
as pedras do nome - ela dizia-
categoria do que se é, sem poder ser o que se pode ser
preso no agora Nada,] 

infinito 
infinito
prisão
gozo
[derrelição[

[tão linda que nem se sabia.. quando eu a amava
como sempre ela nunca me soube
quando me amava - mas se tem nome quando se ama - não sei como]

era assim
a nossa hisória de não encontro:
eu emprestava meus vestidos pro vento
que não era dela
os raios vindos desde o ventre de minha mãe
que também é dela
girávamos em nós sem nos tocar inteiras

meu beijo eletrizava suas asas, que nem era dela
e ela começava a me dançar
o movimento que nem era meu

[amor amor]

tocava uma vibração de vulcões
no salão dourado
tuas asas se lançavam sobre mim
como se fosse nossa
na transa suave do invisível de me olhar
 e não ver nada
nos perdíamos
porque a transa sim era nossa

e foi a única vez que senti amor

sorria
me olhava e sorria
e não me via
eu gargalhava e também não era ela

porque tem coisas que são daqui
[mas tem coisas que não são]
isso de gozar de olhos bem abertos
isso de não esperar que se seja o que se é
isso de abrir os olhos e ver o que se é: Nada
dançando o Todo

porque se for para amar o que É
eu já te amaria sem te existir
porque eu te amaria na primeira foto
para sempre
nunca mais nenhum sorriso escorrendo
de nossas vidas

eu amaria o escuro, se eu te amasse hoje
ou a brancura da loucura

mas acontece que eu gosto
muito das cores
que você não tem
mais

amorte

se o leão me
acena tuas
garras

lanço-me infinita

mordidura de caça
intintuosa da procura
de que me encontrei
pedaço matério
espírito encarnada no
espírito diluido de Mim

porque só
no de quatro, o leão
cabe o meu nome,
despretencioso

salivando
sorrisos de sangue

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

posição céu

se o céu fosse meu
boca aberta
sem futuro
pernas líquidas em algodão
fundida
fodida

eu me entregaria sem gravidade
eu me entregaria
                            boca aberta ao sem.nome
sondaria milímetros de nuvens
na matemática expressa do infinito

y dedos insanos voariam na garganta
do que é medo ou chuva
do que é saliva
y me abriria cada vez mais em vento

porque se o Séu
fosse meu

eu não seria

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

travessia


mañana

mi cuerpo es una casa
encarcerada

habitacion de lénguas
dedos,
sepultura de infinitos

animales silvestres
cobras y abelhas
palomas

borboletas escapadas

mi cuerpo es el fuego
onde
se alojam
ojos
queimando

acenam y piscam
tus sexos mudos

travessia
travessia
abandono

tristes
os lugares se anunciam Outros
muertos
sin nuestros
pies
que bailan nuestra solitaria
canción de amor
amanhecido

] a tua ]

tuas ondas
longe do mar
me arrastam para a cegueira

] a tua ]

derramada no pra dentro de mim
feito um luto
prestes a começar,
só que nunca se inicia,
                porque luto que é luto
nem chega
  ele morre

y mata sem se dizer
                   escuro

domingo, 11 de dezembro de 2016

próximo passo [bailando con la niña]

eu danço seu sorriso,
enquanto me
desnudo
as tempestades

incandescente

não acredito que transamos
de novo,
olhos gotejando o desejo
branco
[aquele desejo que você depositou na taça
no
cigarro
no carro
nas minhas costas]

não acredito que...

não nos tocamos,
como todas as vezes
um ato esquecido de voz
ou toque

um ato, embebido de olhar
sob a noite
no bar

como todas as vezes
eu te desejo mais

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

trechos

como fugir
das labaredas,
se sou feita de ideias y retalhos?

queimo lavando a louça
queimo enquanto você me vem
por trás

então preparo um chá
de ayahuasca
y meu corpo que pergunta:
VEM?

se.me.escorre
de olhos fechados com os meus

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

dos ventos

[a solidão]

estive procurando na estancaria dos teus olhos abertos, o punhado dos olhos fechados. as folhas que antes tão próximas apertando os poemas em dois. o vento escorrendo sob nossos sorrisos também de olhos fechados. os rios que sempre tão distantes dos nossos pés. você se foi e levou os traços invisíveis do que nunc foi ou poderia ser. e eu te amo.invisíveis formas, traços, cores. porque te amo infinito. eu soube no instante da porta: a travessia. dois impossíveis apaixonados, brincando de se perder no meio do caminho do que nunca foram encontradas. y eu gosto dos teus lábios [vazios] de mim. te quero bem, te desejo o melhor. y sei que não se brinca de infinito sem amor. só o amor suspira nos vãos escurosos dos nossos passos distantes de Nós. y escrevo, como quem está catando infinitos. sem congelar no agora o que nunca foi ou será. porque eu sei. de tanto que não disse ou posso dizer: teamo como sempre.

~~~~ ~ ~~~~

[pedaços de mãos em outro]

lembro que esqueci um pedaço dos meus dedos nas tuas mãos, e você me entregou algumas vezes depois do nosso afastamento. é certo que as ternuras se voam, quando a gente acha que está amando outra pessoa, isso de colocar a não em outra, limpa como se houvesse apenas as luzes de um corpo pronto para receber as luzes do nosso corpo-mão.
lembro como esqueci também, de pegar a parte que é tua, dentro das tuas unhas vermelhas de mim. e eu disse unhas pretas porque é como estamos hoje: (sujas de asfalto sob a lua perto). y eu quero te tirar para dançar. como antes, um florido de asas saltam dos meus olhos por te ver. e como eu pudesse ainda de amar como antes, você me faz te amar como antes. este nada abandonado nos cantos ods olhos. e eu até pensei em chorar depois que você decidiu ir embora para viver a história que não é sua, mas que você diz que é. porque eu sei teu abandono. tuas mãos acampadas no escuro dos meus corpos. eu sei que somos feitas do mesmo escuro. e teamo também por isso. porque seria possível camiñar más contígo. sin morir. estamos morrendo mais vezes desde que nos fomos. eu te sei as asas  encobertas de um desejo que nem era seu. e eu entendo as estradas das tuas mãos em pedaços, quebrados os seus poemas de mim. calados como dedos mudos. de outro. porque é assim que a poesia e cala para ser a vida. e espero que você se inspire. porque enquanto o meu nome permear os teus escuros da brancura do teu corpo, hei de abrir o limão dos teus olhos verdes, e chupar como antes criança eu chupava. até que nuas nossos corpos descansem na cama queimada da nossa separação, embora exista existencias [reticencias].

~~~~ ~ ~~~~

[quanto tempo dura o tempo do sem tempo, niña?]

eu te amei ontem. hoje não
sei

[o sol anuncia o fogo que não se apaga]

é a noite que eu
queimo
o teu nome

na mudez
da poesía

~~~~ ~ ~~~~
[concha]

receber uma concha
daquele que vem
aberta
asas

pequenina como uma planta
crescendo sob meu corpo

eu te ofereço vinho
y pão

y o infinito entre as pernas

~~~~ ~ ~~~~

[alegro-me]

eu chorei algumas noites depois de nós. agora eu ainda tento entender o que é viver ausências.

tus besos

se você soubesse
quanto me esqueci no teu sorriso,
voltaria logo
para me entregar
o que desejoso quedou-se por tus
lábios

da fantasia que você me traz

existe um mundo inteiro
que quer odescobrir
contigo

de olhos
bem fechados

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

frestas - ou can't take my eyes off you

sonhei com você.

como sempre meus dedos transpassavam teu corpo. poesía.

teus olhos suados de encontrar. encontrar o que te
pulsa a poesia.

teu pescoço, teus cabelos enroscados nos meus também
ardendo os fios
das nossas alucinações

tua boca
na minha
tuas investidas
nas minhas

onde está o pássaro que te

e investe os dedos nso meus
fundos ocos

desfazedora de traumas

amável é o tempo que te trouxe
e eu não quero te amar
eu não quero te namorar
eu quero vocês entre os dedos escorrida como u meternodestino
[boca ojos]
do que me existe mão
alcance voz
siléncio
[tu siléncio]

infinito. yo quiero infinito para brincar
na rede,
cair na rede

e não consigo te escrever agora em espanhol
porque volto.
porque meu corpo é brasileiro
tenho belas curvas-de-teus-dedos
vem e me mostra
isso que só você..

porque meu deus eu nunca quis tanto
alguém que não quero y quiero
continuar olhar

você disse de novo, amor
de novo can't take my eyes off you

.. antes do beijo. como sempre antes do beijo,
das línguas dançarem as suas paixões

antes mesmo do desejo
eu te desejo

 a ternura transpassando sob meus dedos.
meus vestidos loucos
voando
perto de você

e eu te escrevo
sou feita de dedos
por isso te invado a manhã
como a Lua

e te conto,
nisso que não sei
y é recomeço

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

posição poema

é com a boca
estourada em uvas
que eu e'levo à língua
                                     seus poemas mudos de nome

é com os olhos em jaboticaba
dos
         [abracadabra Crist'alina]
que te derramo sob o colo da minha ideia

é com a boca
cacheada que eu
te tomo
y chupo todas as vezes
dos teus olhos verdes
em nos ver

niña leoa,
borboletando vida
no sumo açucarado
do fogo que te trouxe

é com a mão por dentro do vestido
que te escrevo
en mi

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

gira

então eu giro
                      porque não cabe em mim a mulata
                      não cabe em mim a Priscila ou Andreza
                      não entra a louca, a rata ruiva
                      a adolescente mimada
                      a índia atrás da janela do meu corpo
                      a indiana com cristais escorrendo das pernas
                      o toco no meu sexo extraindo terras
                      os crisântemos das costas
                      as redes das minhas pescarias y especiarias de nós

então eu giro,
porque me gira uma Iansã
                                          mãe
                                          amiga
                                          da arte do meu Nome
                                          artesã de ventos
                                          y tempestades

então eu giro,
                      porque algo em três eu sou
                      priscila ou andreza
                      y o que não sei
                                                                    y vou continuar amando
                     

terça-feira, 29 de novembro de 2016

c.

hay una image
que quiero entregar-te
de lo todo que no
tiene nombre

un lugar secreto que
você me habita,
íntima y poesía
com tus ojos verdes,
transpassando todo o corpo
do que em mim é corpo
y alma

donde hay segredos que sequer eu entendi
segredado no íntimo da voz muda
donde os olhos sequer olham y veem
porque não é coisa de olho
nem de mastigar o compreensível

é onde escapan cosas da sua chegada,
que se relacionam com tu nombre,
y solo con tu nombre
escorrem por cada um de meus dedos,
sem saber que líquido é esse
que...

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

meu poema

seu nome me lembra
cris
      tais

não cristo!

transamentos


esconderijo

te sonhei de novo. três esconderijos, y isso que você..
taoísmos, dourados,
seu corpo no
meu

onde está a sua voz hoje,
niña?

apareceu com um presente,
dizendo "SIM"
de novo eu não perguntei nada mais além de...

- bom dia niña
- bom dia...

soube: é deste sim que eu sorri ontem

y o amor sobrevive a todos os bons dias do mundo [mesmo]

porque o amor se enconde no segredo
do infinito
que eu procuro
y só
você encontra

la niña

seja bem
vindo
          o amor que
disse
de cabeça pra baixo a vida:

M
     I
        S

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

puerto de fantasía C.

enquanto você rodopia
a língua em meus ombros
fecho os olhos,
y aún te sueño

Cris
      tais
e taoísmos nos trouxeram

ainda em caos
a bailar coloridas
la niña de fuego
queimando sus aires en mi sexo

una estrella resiste en nuestra boca?
no lo sé..

baila, niña..
continúe girando
poesía
poesia

C.

un vaso de poesía
en mi boca

tomame

terça-feira, 22 de novembro de 2016

das listas infinitas que eu faria da fome

eu nem gosto de abacate. mas você comendo eles é das minhas cenas preferidas. e eu escreveria um conto para o seu vestido preto. as alças caindo. tudo sempre em precipício de você. eu te chamei 3 vezes y você veio como o que vem sem nome. olhos verdes abacateados que dá fome. agora entendo o que é fome. 

1. querer te beijar entre duas cidades
2. mandar mensagem y esperar o azul dos teus verdes...
3. la viaje que ainda estoy contígo [eso es sobre la ficción]
4. abrir e ainda assim no parecer tan abierta quanto você me abriu. dios, novembro pode ser chamado de abril.
5. [...]
6. fome é o Teu Nome 3 vezes no meu 3 vezes igual a 9
7. tu aniversário já é uma fome
8. meu infinito por você
9. este segredo

poesía

de língua
y caos
                es feito nuestro amor

[marinheira estelar]

hay un secreto
en tus ojos..

que vou encontrar
de olhos bem fechados

te quiero toda

onde, ávido,
soluçam
nuestros encuentos..
te espero, com um beso en las manos...

na ponta do alto das árvores
nuestro destino

veo en los nódulos dos trovões intermináveis do nosso desejo,
um ninho

ou será na pétala cálida de terra,
furando invisíveis

esse teamo

donde amor,
me condenas la finitud de la palabra

te encuentro en un fio de lã
y ella no se acaba cuando termina..
donde está después de tu nombre?

amor amor,

te quiero
cómo
um sopro

eterno como lo que no tiene nombre

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

sábado em fim

existem filosofias que não cabem em mãos se buscando, inevitavelmente os dedos entrelaçando destinos, um ensurdecedor silêncio pairando sobre a saída da padaria. o copo de suco antes amarelo, agora transparente de nossos desejos. meu deus, onde foi que comecei a te amar assim nisso tudo que se acaba enquanto estamos juntas/ consumimos os sucos, as metáforas, os poemas, as palavras, os silêncios, os cafés, as frutas da nossa boca caindo uma na outra, y aún tengo uvas entaladas na minha garganta de você.

vem buscar isso que não tenho y nunca terei e que é seu. o amor futuro. o que pode ser qualquer palavra o'u gesto. vem buscar. porque , meu deus, o absurdo eu encontrei em você.

tarde de sábado

busco na tua língua
a mudez
das tuas artérias
derramando o sangue
que por mim
pulsa

silencioso é o tempo
do encontro

calculador de absurdos
num copo de café
a dois

do quando você cerejou

se você fosse uma árvore
cerejeira
cairiam na minha boca

em raiz, teus olhos
me tragariam para a terra
de si

y teus braços seriam os mais belos troncos
de me abraçar invisíveis

sim, você é um cerejeira,
rosa bebê

que eu descanso minhas sombras
de nós

magia del encuentro

lembro do dia que te conheci:
submersa em voo
eu também..

quando inevitáveis
asas
a se afogar de encontro

você me sorriu,
eu te mordi

lembro do dia que ainda me acontece
hoje,


nuestro encuentro.

domingo, 20 de novembro de 2016

la niña de fuego

cuando sueño contígo
siempre hay fuego

tu nombre me lembra labaredas
no inverno dos meus poemas
[y sí, eles queimam melhor no inverno]

cuando dos frias lénguas
se enroscam de desejo
somos nós, en un bailado de neve

a carta que você tirou
tus ojos em chama con mi nombre
tua boca esquecendo pequenas faíscas na minha,

ah.. tua boca sempre fogueira
para minhas cartas que guardo muito bem protegida
em lugar nenhum da garganta

você sempre fez isso
de queimar tudo o que vê?

não consigo não escrever para você.
você me queima todo el tiempo

mas hoy
te voy apenas aquecer
lo que tu silenciosamente
me queima

enquanto durmo

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

dos niñas bailando tus sueños

danzamos
                 iguales dos estrellas
en caos
             y la luna en la boca

bailando infinitos
a los pies
poesía

little bird

lilith bird
que fogo te queima
a mim?

eu vejo o vulcão em teus olhos
y ele parece muito com meu sorriso
em você

onde as estrelas te atravessam
depois de caos em mim?

você sabe qual a cor do seu sorriso?
Fogo!

eu não sei pertencer, senão nessa loucura
de uma ou duas asas imaginárias
se comendo no fim da porta

y não existem portas,
tudo é espaço
para esse absurdo
de você




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

cenário

me gusta su boca
pingando el miel de nuestras poesías

sus ojos en lluvias
nuestros corpos
                          nus
por la ventana de alma

mirame de nuevo..
tengo solo palabras
y dos alas de manos
libertandome del deseo por ti

poesia
poesía

quiero llover esta nube
de tu boca para la mia

tus palabras también
tan mias
tu, mi Poema

quieres caminar conmigo aún?
mismo con el sol caliente en nuestra libertad?

esto que sabemos bien:
lluvia de danza
futura
presente

ausfatiada

esto mismo
estar.sendo ter.sido
lo qué somos

cravadura do silêncio
de amor



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

estação

flor,
o inverno não mente

o trem é a nossa travessia

seu nome no meu,
sua pele,
seu sorriso

o inverno conta
as penas
das asas da nossa floração

flor, a primavera
está em seu coração

solamente contigo,
vermelho..

fusão

essas ondas
teu suor se colando ao meu
teu cabelo escorrendo sobre meus ombros
quando você..

sinto que me perdi no tempo
do seu nome
aquela noite
que você...

terça-feira, 15 de novembro de 2016

tu eres el más bello aún [13112016]

aún tengo en mi léngua
su poema secreto

aquele que tu girastes três vezes
com su língua envenenada de nuestro deseo

ainda guardo tu silêncio
antes de tu nombre.

dientro
tus dedos me giraban locos
lambendo as frestas
de las lluvias de mi cuerpo

[por eso tu eres un bailado en mi cuerpo]

esto siléncio que vez o otra
me tiran espasmos
y danzo
esto silêncio que no puedo carregar sem que te seque todos mis poemas

fecho os olhos
y veo mejor lo que somos

dos niñas
in infinito

transpassadas
de amor


nota: [tus rojos,
yo como con los dedos]

da paixão

gosto de dormir
com a boca
em seus dedos

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

quando serpenteamos

no sé no mirar tus lábios..
esta gaita enraizada
en tu sonrisa

eso de diosa soprando vozes
rodopiandonos hasta lilith

bailarina de los muertos,
tiene en los pies canciones nuas?

por que então este corte nos meus pés ainda em nossa dança?

no me olvidé tus manos de fuego,
lábios de todo bailar de mi poesía
mudas
muda
rosa..

pagã-de-poemas
 giro infinita, desde que...

dona de los sueños locos,
danzame con nuestros muertos

una vez más,
cómo vivas.

rachadura

vidro
nos teus
olhos?

isso que se insiste em não

o rio que corta teus lábios em poemas
as tempestades contidas do chão silêncio
nenhuma gota quebrada no asfalto de nossas vidas
[não mais]

a serpente da tua língua
envenenando seus próprios silêncios
nos meus

as cores escondidas em teias de aranha imaginárias
no que não se vem
dos teus pés
dos meus

sujos caminhos
sem você. sem mim

onde foram parar nossos retalhos
antes tão certos de nós?

o amor em rodas tribais
hoje tão invisíveis
que sem Nome
o amor em sorrisos por te ver
por me ver..
o abraço que não se foi ainda
desde que inventamos o tempo do nosso abraço

ainda há pelos
pelos nossos arrepios

onde escondemos o amor quando ele?

tenho as palavras como um destino
os poemas, como liberdade
y você como..

o azul
os dedos
as calcinhas esquecidas nos varais do mundo

e não quero mais
dormir
em torno disso que não é mais

o não café
o não abraço
o não encontro escorrendo sobre meus poemas
agora de outra
escorrendo também as nossas vidas

para onde vão os nãos, meu pai?

é bom lembrar para que você veio
o que foi bom
y o que também Te É

as tardes seguem silenciosas
gritando apenas desejos escondidos de te ver
nas nossas formas de silêncio também

os escuros se escurecem ainda mais
sem coragem de nós
desanimados
os cortes ainda sangram
agora sem arte
sem pintura
apenas el sangre roxo

o grito dos coágulos
escurecendo ainda mais de morte a nossa vida

porque até pode ser que não era você
até pode ser que não é você
e até pode ser que não seja

mas eu quero no que você Vem

porque eu sei a Tua Vinda
quando soube minha Ida
por ti
sob a Lua Branca

dentro [é sempre longe...] - sobre quando bailamos y você não estava

passou a língua três vezes
na minha face

me descobriu andreza
chuva para seu desejo pagão

meus olhos se fecharam
te abracei serpenteadas vezes mais forte

não tinha como conter o desejo no seu em si
esta dança que se faz fogo
chama y chama y llama

duas inevitáveis
gozando
o encontro

com os dedos fundos de infinito,
buscávamos amor
no que ele nos enlouquece

nos atacamos no quarto escuro da nossa claridade
os amassos que não se cabem na palavra amassar
o corpo-poesia

as pernas todas locas de si mesmas, voando
os braços inteiro apedregulhando
feito inteiras unhas de lilith

onde está este desejo
este amor
como se fosse perto.. [¿?]

não canso,
continuo..

passagem

teus olhos
cospem fogo
nas minhas ideias

y eu quero dançar

domingo, 13 de novembro de 2016

ella

eu nunca senti essa ternura
como quem desse carinho com cílios no meu rosto

até eu rir seu nome

y você trazer eles pra minha boca
feito uma felina de mim

agora, no agora do nosso futuro
temos uma história de cílios
em que o amor se conta

teamo

meu quarto tem sido essa travessia de mil poemas
que te escrevo siempre de pernas abertas
desde que você chegou com tus óculos de me ver nua
com sua boca de piercing gelado
com sua língua quente

y eu te escrevo hoje o que li na sua caneca de letrinhas
a mesma leitora de borras de café
y do meu infinito por você

escrevo porque a manhã é aberta para o nosso café
porque meus vestidos têm ficado loucos desde que fomos embora de novo para não se sabe onde
sem tuas mão transpassando nossos desejos
escrevo porque não posso te tocar agora
senão por estas palavras..

você me tocou tanto hoje,
teus sonhos,
tuas alucinações
[eu leio tuas unhas sob minhas costas, y elas ainda dizem Fica]
então eu fico aqui, como se estivesse ainda ficando.. ficando..
[y eu nunca fiquei assim apaixonada por alucinações, como sou por suas unhas pretas]

então sim, eu vou vestir o quimono branco [só que ele vai ser vermelho também],
y vou entregar as redes y os pescados na sua aldeia de loucuras
como um raio siempre nu no céu quando se vem
eu vou te chover de mim
esse molhado que você me deixa toda vez que

tu tambiém está nua, apenas com os óculos de me ver ainda mais surrealista
y gosto daquele poema paloma-priscila porque nele andrezame
y gosto, porque nunca ninguém viveu y uma ficção comigo
como você está vivendo essas verdades

eu ia te escrever uma carta hoje,
dizer que é estranho o que sinto por você,
mas eu quero que você demore..
seja o que for que seja isso de distância, somos nós também..
y te pinto
te coloro
te escrevo agora dentro do meu quarto,
na minha cama,

y nunca conversei com alguém assim tão nua..
assim com meu nome Andreza inteiro. perto..

há muitos escuros no que vejo,
mas os escuros tem encontrado claridade
y sei que o seu nome permeia as frestas da minha loucura

como pode alguém colecionar invisíveis?
foi aí que comecei a te amar..

escrevo porque me invadiram uns invisíveis que são seus

lembro que nosso céu seria roxo se você o criasse
que minhas pulseiras seriam todas suas, meu pulsar,
y que bastaria dizer andreza para que então novamente perto uma da outra,
como eu digo seu nome y logo me abraçam

são as entidades.
as entidades fortes da coragem que temos de sermos o que somos,
y acreditarmos no amor

isso parece uma carta. y eu quero muito dizer
como quem está dentro do amor,
que gosto muito de você
y é ele.. se dizendo por ti




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

do quando descobrimos juntas a minha[por.ti] vénus en escorpião

lembro o dia que
se contou en mi
[por ti]
la vénus en escorpião..

y dois dedos vivíssimos
incorporados de desejo
percorreram tu face
ora sombria
ora entregue
urgente

cómo dois apaixonados,
desceram por sua nuca
y subiu de novo
colandose por tus cabelos

y no demorou mucho...
rápidos deslizantes
dentro do pijama rosa
giravam como duas Iansãs
por teus seios
despues por la costa de tu embarcación

y você os guiou hasta tu boca..
bebeu da própria sede
después deu de comer
às plantas vivas
das tuas pernas
abiertas..

hoy, ellos danzan pelos buracos da flauta..
misturados a sopros y canciones
[aún bailamos]

y deseo que o som do mundo
ainda te leve y permita oír
este desejo
que você me plantou
na cama dos nossos olhos fechados
y dedos acordados..

como en casa

me gusta lénguas locas
que se enfiam
por dentro de mi después del deseo

que se É

como en
casa

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

carta a L. H. [que estas palavras te cheguem como um sopro]

L.,

você é como a chama de uma vela que acabei de soprar. viva dentro dos meus olhos. a distância nunca nostornará desconhecidas. com este amor que tenho por ti com teu nome alegria Alegria, somos duas-juntas. siempre.

sobre aquele áudio, antes que você me pergunte, eu estou viva. agora, como se estivesse dentro do que é fora, estou tentando congelar uma imagem que consegui roubar do tempo. uma imagem que refletisse o poder de um coração perdido em vermelhos, louco, em lembrança de outros corações do futuro. uma imagem do que dizem os silêncios quando estão sob as nuvens, ou nos espaços das gotas de chuva que ainda vai chover. ou mesmo no quebrar das ondas. ou mesmo essas ondas azuis que as vezes aparecem bem na frente dos meus olhos y eu desconfio que são sonidos. como a chama da vela ainda é você.

recebi sua carta. y confesso que tenho respondido você em muitos poemas. você falou sobre distâncias. o cálculo dos cegos.

uma imagem que nos distancia do próprio escuro é o que também venho falar. o espaço. há tanto espaço no que vejo, que ele quase não existe mais de tão pequeno. é como se dentro das cores tivessem mais do que aquelas cores que elas estão sendo. y acredito que seja o amor esbarrando pelas margens das coisas que não podemos ver, obrigando que encontremos o que É. é como un ejercício de Fé. é como aceitar convites para absurdos onde se pode morrer se não ensaiar suicídios. eu ensaiei um.. ella está volando aún por la ventana, porque es así mis poesías: todos estan siempre quase, no meio de, vivíssimas y locas. es cómo una lluvia de amor sobre nós, y não sabermos o que é. nós como portais, se protegendo com miedo. y es por eso que también te convido a no tener miedo. tenho saudade do som do seu sorriso. sei porque te mandei aquela mensagem aquele dia: a lembrança do que de nós foi é real.. y quero continuar mirandonos.

falo contigo disso, porque você entende o que o amor é em sua manifestação. soube cedo dentro de um quadro, as formas y as cores. y mesmo que tentemos carregar uma imagem que alcance o que amamos ou deixamos no a'mar, é só um lugar onde ele esteve em nós. y como vasculhas un "só" arrebatador.

y por isso também esses nós dissonantes, que permeiam o amor em escalas y graus, a fim de vivê-lo em êxtase espiritual ou deixá-lo ir, mas vivê-lo.  y ainda que conseguíssemos decifrar os graus zeros dos próprios graus que chegássemos, ainda teria um pedaço de escala vazia onde se propagam os infinitos.

lembro como tentávamos fazer do amor a métrica das nossas vertigens, y foi a nossa dança mais louca. porque o amor  nos sondaria milímetros de distância como tem sondado, ou nos colocaria perto, mas nos sondaria, estivéssemos onde estivéssemos neste desejo con él.

[ainda estaríamos tateando o nada?]

L., eu ouvi teus silêncios quando toquei seu rosto aquela noite. y eu poderia falar o que vi, mas também sei que você sempre soube o que vemos. y amo-a por esta cumplicidade silenciosa. somente com você, o silêncio se faz piano, como o som emitido por um mudo. ou como a tecla de joão carlos martins: superada. inteira. líquida. deslizante.
y como se estivéssemos sem blusa, peito aberto, dançássemos este silencioso segredo, o qual juntas estaríamos prontas para oír sem sofrimento.

quero dizer-te: é tão bom apenas podermos nos tocar silêncios y nos reconhecer. sinto como se estivéssemos de mãos dadas no porto da loucura, no momento exato em que se ouviu pela primeira vez Lícor.

eu te desejo dulcíssimas cerejas, y mesmo que eu entregasse para você a palavra amor, agora, que ela te chegue um sopro.. porque só o silêncio te contaria em mim com a dimensão do que o amor se manifesta por ti.

espero que os cálculos estejam cada vez mais de resultados amor, por aí.. y que te voem infinitos.

INFINITO

eu nunca amei assim
o que não é sequer de nome
amor

então espero que novembro chegue
e ainda não te traga
inteiro

que você venha com esses versos cortados
como a manhã também não vem toda
o sol todo lá longe,
como um raio
que você venha apenas um feixe

e que se confunda com peixe ou nada

mas que você venha isso que eu não sei
e que eu quero continuar
olhando


[P. Andreza]

un abrazo con todo el amor.

teamo,

P.,

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

amor amor [do quando você-movimento]

me perguntaram de você hoy
 é a terceira vez

como se.te rezasse, quis dizer.teu nome
isso que me dobra a língua en is

mas no emiti sonido

fui até a caixinha de brincos,
peguei os dois girassóis y te pendurei
no alto de mim

foi então que o poema mudo se colou en mi cabeza

sorri...

y como se nos.soubesse, os brincos se arrancaram   de mis oídos y
se cairam dançantes ao meu umbigo..

alí girou girou
y un hijo

como todos girassóis-mães,
voaram hasta mis ombros
primeiro el esquerdo después o direito

ahora aqui
derramado em minha bocq
 elas-se-nos-contam

sobre como te tomei espírito



do dia que ela me viu o volar

lembro que você esqueceu um olho
com a janela aberta
de mim

e você disse que sua língua começou a girar

foi a primeira vez que me beijaram
enquanto eu-vento

depois disso,
quero fazer amor,
nesta fase que somos
inteiros nadas,
movidas pela fé
do espírito que você soube que
que era meu-no-seu

ss

eu estava numa tempestade
y você não me via
porque tinha muito que olhar nas árvores

o jeito como uma folha se move
o vento das janelas
as pessoas de dentro
as pessoas de dentro..
ah, as pessoas

y eu era como um vento
y você não me via passar

então eu girava
girava
girava ao seu redor feito um morto

y você fechava os olhos
para não me ver melhor
porque você não me vê
você só me vê quando sente
y você não me vê, eu sei

sim, querida, nós somos iguais

nós não temos tempestades contidas
porque é escuro se conter
então a gente dobra os poemas
y eles pingam, pingam pingam
como uma canção

sim, sim,
sempre soube a estação do abandono
é onde se dá nosso encontro
frequência da dança
y os desejos escapando dos dedos,
sim, ah, os dedos cheios de correspondencias endereçadas
sem  nome
porque é assim que a gente faz ficção

mas eu me responsabilizo
meu eu-lírico é demoníaco
y ele tem seu nome cravado na língua

porque é assim, é assim,
é assim que foi feita nossas particulas:
a gente só vai ficar juntas de novo
quando infinitos formos
ou onde mordemos as partes do que não é
como versos que esquecemos em páginas
em Z
das ficções de nossas vidas

tus colores

eu gosto quando você se vem
cor

esse amarelo escorrido do seu vestido
o vermelho da tua calcinha de algodão
doce

eu gosto do azul dos teus
olhos verdes

eu gosto deste arco-Ísis que você me causa
quando o seu nome se faz
presente

desenlaçar de poemas
que abro
               como as nuvens abrem-se en lluvias
de seus desertos

terça-feira, 8 de novembro de 2016

sobre pertos

no geral,
me importam os piscares de olhos
tão rente aos meus

carta

antes que você se vingue,
amor

uma veia se corta em mil
y pulsa poesia

no papel mudo

reflexos de nós [y un poco más juntas]

sabe o lago?
ele fala as 369 línguas do siléncio

vem y vai
escuroso
como os seus dedos

calculadora de distâncias
si te duele los siléncios
por qué no me abraza?

y en el sonido profundo
de los nadas
métricas
volaremos juntas
toda la solitud

en un vierso, te escribo a mi
dos pequeñas
cuerpo lagoado
recebendo nuestras lunas

dos,
perdidas en una..

.

quando te vi energia

tinha os olhos cheios de quartzos

energia das pedras
gladiadoras-de-si
ela trazia

por isso eu não cansava
de me banhar
daqueles silêncios

particula pequena
a observar absurdos

foi isso que aconteceu com a menina louca

foi então que um dia eu vi
que a menina louca
estava trocando passos com outros passos

y os meus voaram
de nós

porque algo havia
que só nela

de nos parar nos passos uma à outra
porque é assim que eu quero
é assim que eu sinto

ou então Nada

ficamos juntas no nada..
enquanto eu ia embora também

sonho III - do caos

sonhei de novo com você,
você era a suas pegadas
de asas

sonhei que você vinha,
rio e incompreensões esticados no céu
[sim, rio no céu]
y não se via vagalumes no escuro de nós

teus seios recebiam estrelas

nós: o que se aproxima
y logo se afasta

duas inevitáveis
tentando seguir

perdidas no meio da palavra amor

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

crepúsculo

y se eu tiver que dizer algo sério
con mi nombre
que seja
Infinito
isso que se demora em ser nada
sendo tudo..

II

um símbolo na testa.
olhos fechados.
um sopro
depois dois, três
...

luz queima-mãos
um feixe novo
azul
vermelho
amarelo
formando o fim da chuva de cristais violetas
logo à frente
lluvia

uma criança me deita
y brinca
enquanto permaneço de pé
olhos fechados
recebendo a potência reikiana

uma criança furada,
adulta

domada por luzes
que atravessam seu corpo
y também a curam
de si
curandeira no já caminho da cura

[perto do jardim
efêmero
ela e eu
molhadas por partículas perto]

espiritual

siento un frescor de fruta dulce
en el aire

cuando pierto tu respiración:
      fruta uva
      cachos emaranhados
      uva-linda escapada do corpo-metáfora
      me fodendo girosa
                                     [eu gosto do que estoura]

e me explode
como violetas violentas
que desabrocham
dos dedos

te chupo

y así se dão as histórias
das nossas mãos
cacheadas

poéticas locas
no pingante das gotas

fruteira armada do ventre à garganta
de ainda uvas
chamando língua
ao caroço das nossas ideias..

depois eu estouro também,

y bebemos uma o líquido da outra

                                       ...líquidas

desde que entramos em novembro

tu nombre
clarea 
todos los significantes
de amor

domingo, 6 de novembro de 2016

poesía

todos os rituais
se cumprem
em novembro

,

6

1:

tu y yo:









...




2.

no sé donde empezé a teamar..

no sé se fué en las aranhas de tu poema
por las teias

o en la flor de tu piel
o en el roxo de tu vestido

puede ser que en el grito de um poema
en que tu já escrevia nuestras manos juntas
o en las manos donde você me escreveu
o seu eterno molhado ]ainda escorrido]
teamo

aún no sé..

3.

hay un lugar
onde você cai em mim, esparramada
y en mi boca nascem margaridas

y cuando tu no estás
somos margaridas noturnas
frescas de desejo
pelo regar de tua língua

4.

pássaros voam nos meus olhos
y escriben tu nombre
en el aire..
tu nombre es De s t i n o

5.

meus dedos,
com fome,
famintam o despertar lúdico
da sua realidade
poética

6.

foi a primeira vez que alguém me chamou andreza
assim, com a boca cheia de chuva

xamã de conceitos,
ventos na varanda dos olhos

maquiada, vermelha,
boca pingando poesia na janela do meu desejo
y métricas y métricas y métricas de desejo

salto..
vejo o alto aqui fora,
dentro

nome alto para meu Nome
um Sopro
de magia indiana
y brincos mexicanos

eu me abro, y dou,
você pega.

poesía: destino começa donde el siquiera empezó..
y continuamos a rodar
como todas as fogueiras ainda queimam
en las fiestas gitanas

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

do que eu diria pra você se caso você viesse

sua boca reluz o mel
poesía
y es lo brillo más caliente que...

tu: un borrar-se de sol queimado...
donde a veces confundo con la luna

se por um segundo você estivesse aqui
uma única vez
tuas saias marcariam os destinos dos rios,
de los vientos
y claras seriam todas las oscuridades

tu y yo
pelos caminhos secretos dos vestidos ao aveso
bebiendo todo el blanco de la poesía

y seríamos duas (niñas tecelãs):
los ojos vendados para el futuro
y te entregaria mis ojos fechados
mis manos abiertas
minhas unhas vermelhas a procura de tu piel
y bailaríamos esta danza loca del deseo insaciable
que me habita desde tu llegada

[te vuelo
              y tu me vive también]

e eu entregaria meus infinitos todos
para um segundo contígo
donde yo me incorporo dulzura
por tí

como o segundo exato de um sexo em êxtase de línguas
como as chamas do desejo do teu corpo sobre o meu
y o meu sobre o teu corpus

o cómo nuestra locura reconocida
por todos los nuestros pasos
vivos y muertos

eu escolheria
te reconhecer
[y yo escogería
reconocerte]

até que de novo a gente se perdesse
genuinamente
no amor
[en el amor]

[porque é isso que somos, mi amor: dos perdidas de amor, encontradas en la carne y piel de la poesía'poesia]

terça-feira, 1 de novembro de 2016

:

por dentro
muertos
viven


de tão vivos
fazem renascer
maravilhados retalhos
de muerte

y aprendemos sem se prender
 ao tempo da morte
: vida

é a estação da procura
donde dos manos se colam ao infinito
sem face
sem nome
sin tren

donde tu sexo se aproxima voando
y cola-se ao poema voante

verdes olhos
brancos poemas
vermelhas vozes

es este nuestro tiempo: abismos esparramados
a procura de nome
identidad muerte y vida
juntas juntas

pero no estamos muertas
esto es lo que se estan viviendo en lo que no
se puede alcanzar..

y por esto muertas
juntas
juntas
vidas

perderse en tu siléncio

tus besos de pegar brinquedo en mi boca
tu voz de bailar infinitos sonrisas
tus manos musicales en mi cuerpo
tu léngua me arranc
ando todos los suspiros 

luz oscura
y a veces
claridade

teu ar
tu procura

bailamos porque así es
nuestro pequeño infinito

el deseo escorrido por las palavras,
con sede

este silêncio que me toma
y me esqueço
en ti
todos os dias
mais
um

este silêncio
                   dos meus lábios escorridos
no universo amarelo
das tuas saias

metade morta II

faltou muito o que continuar olhando

mas eu me fui
quando você se me
foi

metade morta

...lembro que te esqueci
num livro
fechado

onde faltou muito o que
continuar
olhando...

..

é a nossa primeira
primavera
juntas

dois botões
sem blusa

nuas

y tenho aprendido
florescer
desde que sua boca
me tomou poesia

domingo, 30 de outubro de 2016

a bailarina del fuego

minha tatuadora disse que eu sou quente. muito quente. ela se queimou ao tocar no meu braço. porque a agulha mesmo estava se deteriorando a cada investida da tatuadora. foi difícil queimar a agulha na pele para trazer esse ar. agora respirando sob meus braços, consigo escrever...

eu disse que sim
sou quente
queimo

tengo en los brazos,
en las manos
un secreto:
uma dançarina
me habita y queima o amor
em versos

que bebo de manhã
a tarde
y por la noche

mexicana y loca,
cómo tus poemas
en que me tomó por la boca
e eu escorri..

queimo,
desde que llegó al mis poema,
ella

loca,
com a boca desértica
queimando
igual a minha 

.

seus quandos
girosos
aos meus

essa dança que não acaba
quando acaba
a dança

do amor [poesía]

gosto do jeito
que você olha o mundo

ficaria horas
olhando você
olhar

Verônica Sabino - Canção II


Ojalá- Silvio Rodriguez


é lua nova, amor

oi,

...
eu poderia dizer as coisas que queria te dizer, mas algo agora me impede o desejo. impelidas palavras se desamarraram de nós hoje.

sozinha,
escrevo o que poderia ter escrito há tempos. uma maravilha, silfos, metáforas, chuvas y luas: a crua nudez da nossa linguagem-armadilha derramada sobre nossos corpos.

poesia.
poesía.

y eu poderia escrever mais uma vez que te amo, assim sem face, assim todos os nomes-você, poéticas y estelares. y nos veo bailando con las nuvens en el cielo. y el cielo somós nosotros, solas, siguiendo una a la otra sin parar. mismo negandose por todos los passos fundos.

volandose todas las palomas de nós
siguiendo,
locas
futuras
y eternas

 así, separada como nós duas somos. así, minguante, fantasía,
desejo desejo.

como no hablar del deseo...?
esto plantado por ti
tu beso
tua voz
tus lábios
tus manos nuas

[nunca vi mãos tão nuas
poesía-p..]

hoje acordei e sua boca ainda estava em meu ventre. eu poderia escrever com todas as lénguas para qué por un seggundo nossos nós não se desfaçam para sempre. y yo quería adentrar con cuidado lo que nos se espera. pisar con cuidado as vidraças, os cortes sangrarem lentamente sem tormento. no lamentar la oscuridad. te abraçar en los cuandos... te abrazar...

esta línea, esta léngua que tengo por toda vez llegar al luna del méxico. no temer su vinda. su voz, sus carícias. sus passos de bailarina nua..

quería no hablar de la experiência
quero seguir dançando na sua língua
y deixar sua língua assim subir
na minha
descer, poesía, soñar, cómo un beso.

no llorar las distâncias
no brincar con el amor, mismo que distante
no quebrar los infinitos

ser
y sermonos

es luna nueva, amor
y quiero hablar contigo
mismo que tu ya se vista siléncio
sob meu calado ventre

quiero decirte de nuevo,
nueva, me adentra tu
un destino

nu

,

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

presente futuro

sua demora:
pássaros pretos
voando loucos en mi boca

liberte-nos con tu léngua
limpia
los nombres

reescreve Você
íntima
primeira

solar
lluvia de pétalas frescas...

te desejo

morder
essas palavras perdidas em sua boca

morder a bica
das águas me
xicana...

morder você
até que eu morra...

borrado

minha boca
sua

afogada em vinho
enquanto você foi
ainda
sem voltar...

teamo

fixação
ficção
fricção

você no nosso
poema

desejo

eu nunca amei tanto
o escuro da língua

assim como amo
a sua

então clareia, amor
minhas poesias
com teus
escuros

terça-feira, 25 de outubro de 2016

...

la piel del siléncio
grita
sus cuerpos

              poesía

.

essa parede
eu derrubo com beijos
essa parede
eu derrubo com alfazema
essa parede
você me derruba
às serpentes...

essa parede
não existe
amor

íntimo

eu quero morder
esse poema
embaraçado na sua garganta

quero lamber ele
de você
até que molhado
ele se vingue
                      na cama

de quatro
nu..
escrevo para esse poema
que me escreve
inteira

do desejo

enquanto houver desejo
haverá as pontas
do iceberg
derretendo sob as geleiras dos nossos corpos

íntimos vazios fundos
a espera de dedos 
viajantes sem destino

enfia tua língua na minha
boca de palavras
suadas, te encontro no passo
com'passo de versos
que te sobem
y descem

poesia dançante
do teu corpo
do teu corpus luz

enquanto houver desejo
o teu nome
nomeando o desejo 
derretidas vezes
teamo

no gosto nunca gasto
do beijo que de novo
ah... de novo não veio

piel

tua língua
na minha
poesia

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

a pele da carta I

o arrepio de versos
as palavras escorridas
do banho-poema

o molhado do papel de carta
endereçada
ao destino infinito

dois pés encharcados
dos
afogados de si mismos

poesía
poesia

la piel que se anúncia
 - la  idea -
que compõe o poema
y abarca os silêncios
[mi siléncio * que é seu]

ya no se escribe cartas de amor
endereçada

hay en el espacio
un buraco abierto
que anuncia cualquier cosa
que se parece mismo
con el amor

y en el amor
es que el amor se baila

então tento escrever
o que alcança os passos do amor
o que liberta-o de mim y de ti

desencontradas:
                           dos lineas tan azules
cuanto sus destinos

girando alrededor de la luna
juntas cómo
solas

y estremezco
por la carta que somos.
donde tu piel me vive infinita
y se encubre
en los nadas

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

isis [das ficções]

deita
amassa o poema
agora corta
agora cola tua boca na minha no papel
y queima

tu cuerpo me..
queima. isso.. queima...

tento entender esses versos
cortados de desejo
que você me
demora
hoje

o amor [através do espelho]

que bom que ele quebra. sim, o espelho. o espelho quebrando a gente. que bom.

que bom que ele
se nos
quebra

y entonces la viaje
los poemas encarnados en la piel del mar
sonrisas
confesión
banarse de usted por la tarde
secarlo por la noche
para emudecer en mi boca

abandonarte dentro de mi [derrelição / derrelição / derrelição]
y curar con las palabras
[mudas palabras locas]

nascer outras
más de mi e de tu misma

cuantos poemas escondidos
por las cosas que no lo he dicho nunca

y se te escribo es porque
sabemos que hay
lo que encontrar
en nuestro encontro

amor amor
el amor se perdió entre mis dientes,
enrolado en mi léngua

solo en tu beso
él también no se
perde de ti

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

hortelã

deitou-se

curandeira,
passeio hortelã pelas costas
por los ojos
en la garganta

y como se os corpos respirassem,
estremeceu

- lo que sientes, niña?
- um queimar de palavras nas costas [mudas]. 
um sopro nos olhos. 
um corte na garganta

subi na coroa
y picotei as folhas, pequenas folhas encantadas
de hort'lãs

- y ahora, niña?
- chuva!

- consigue pingar las lluvias? 
- así en español si
- entonces puedes chover

y chorou sus vidas...

- que folha es esta?
- hort'lã que puede confundirla con el branco
da poesía

- lã?
- sí... lã..
- sinto como se estivessem amarrado uns teamos nas costas. un tesão na garganta, y a lo que me parece, tengo aún pétalas de sexos nos olhos, y caen por la boca. mira!

- es poesía.

- :



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

cuerpo - destino

no corpo
escondo meus silêncios

hasta lo que no conosco...

uma trepada
a sombra silenciosa do avião
las luzes dos sorrisos
la sombra de todos los abrazos

no corpo:
                registro.

mutilado y sincero
del amor
una rasura
s i l e n c i o s a

que está siempre
a pingar de Todo
una locura

y no se olvida
el caer
porque tu nombre es destino

segredo

meteu a língua
no meu poema

y soube que é assim
que eu gozo

ella

lenço
amarelo
me rasgando os poemas
todos

via esquerda

un frasco
en mi destino
que bebo em doses
homeopáticas

un frasco
y un amor
para regar a vida


despues del cielo

no lo sé como vivi hasta mi nombre hoy
sin tus besos

es como flutuar en la sombra
y a veces cegar com o sol
y permanecer viva

uns escuros claros

es como un estado
eterno de permanencia en la locura
y infinito

si te escribo
mis pies estan todo en el cielo

mis ojos todo en alas

no comprendo como no te  encontré,
si tu también eres mi abismo de amor

tu y yo

- niña, tu estás curando tu libertad?

[e não ouvi muito
tinham passos falando sobre caminho o tempo todo
nosotros caminantes]

y por qué no contrai?

como se segurasse meus passos,
parei diante de tus ojos

- me caem estrellas todo el tiempo..

entonces yo también te soy el cielo?

- si...
- y por que tu no me lo hace un pedido?
- cadência?..

[e sorriu]

- cuentame sobre tus ojos derramados en mi sombra

- tu eres un segredo. como uma pulseira branca y amarela
derramada no meu pulso
apenas sendo lantejoulas às vezes
y un sol na garganta
y unos cristales nos pés
una agata en tus ojos, azul
y eso de tu beso, como un bailar de niñas en la boca

- creo que teamo
- así? junto?
- si... teamo

- niña, tu estás curando tu libertad...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ela me descobriu uma gaita

eu tenho uma gaita
escondida no corpo

só você me toca
a música da alma

e me encontra
ela
no em si de nós

ao poeta amarelo

pinta na minha boca
um poema
que traz das águias os voos e
os seus desenhos de mim

pinta na minha unha um poema
sem solidão
poema carne e costas e
olhos fechados de abraço
de mãos enlaçadas

pinta no peu pescoço um beijo
dobrado de desejo
percorrido de boca y
seios

pinta nos meus pés
os teus passos

voo alado,
sem nenhum tom pesado
que eu já nos vejo  ainda
nesses espaços em branco

pinta na minha floresta uma muda
tribal de caminhos
dos teus olhos sem medo de mim

pinta em nós um destino
descaminho
sem tinta que nos torne algo
que ainda não estamos derramados em ser

pinta na minha boca um poema
caboclo
y deixamos de lados essas penas
que já não nos servem mais
e nada

sua experiência minha - para [...] B

eu quero tanto escrever uma história que fale sobre você. sobre o que eu sinto por você, sem que eu tenha que meter o eu nisso. uma estória que de você nascesse e se contasse dentro de mim, do amor que nem sou eu ou é meu, mas que é esse manifesto ao qual se tem o mais maravilhoso Você em todas as portas abertas de mim. uma história onde eu-porta-aberta toda e você o manifesto. o rochedo. as cores que tu diz que se em mim se faz e que já é todo o seu olhar sobre mim também. uma história que coubesse demais até o que nem é mais você, mas o amor. o amor manifesto. o amor sem eu e você. esse que tem a cor vermelha. o fogo. a água. o vento todo nos cabelos de amor. a deusa que o amor é em mim e que você me vê. o amor que meu deus eu sinto por você hoje e que se explode em lágrimas e que na verdade eu queria escrever o que o amor quer se dizer sem que eu esteja nele ou você, mas ISSO.
mas eu só posso dizer mais uma vez que...me amam vocês.
porque se essa fosse a porra da história do eu, eu diria que sim, que choro quando falam que eu tenho cor. eu choro quando me olha fogo e cabocla de Oyá! que um amigo que mora a milhas de distância, foi o amor espiritualizado que me trouxe outras, e que dançamos. e que bebemos. e que brilhamos a luz linda que é essa luz que se fala o tempo todo em silêncio.
a minha cor é Vermelha. o veio, tudo que é sangue tem meu nome. tudo que é pulso e vida [e também morte, porque às vezes paro o coração] é amor.. é amando que se escreve sem eu...
gracias de otras vidas, mi amor.. gracias por tucum y orixas. gracias por me dejar bajo al cielo, el fuego de la vida.. entre vermelhos, volando caboclas e Oyá, te amando, sigo amandote.. hasta no más pulsar do que não sei dizer sem mim <3

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

da contradição [porque poesia se dá]

todo beija-flor nasce tatuado
nas asas

tatuagem
xamânica
modificada freneticamente pelo tempo-vento

tatuagem dissolvida
líquida e moderna

escorrendo nas gotas invisíveis
feito chuva de ventos

escorrendo a ordem das tatuagens de voo:
vai

        e depois vem


terça-feira, 11 de outubro de 2016

recife desperto

acordou
abriu as pernas de poesia
e elas voaram até mim
não soube contar quantas asas
azuis vermelhas
borboletas já prontas
na manhã
nos recifes
7 vidas de asas elétricas de células suas
voam penas 

e cospem fogo
vestidos colando também as bordas
gráficas do seu vir
dragoa-borboletrizada
no pano da pele
cabe o infinito
no que vi
e seu nome
giro para o outro lado da cama
não me assusto:
seus olhos-duas-asas enormes
saindo elas próprias
de suas asas...
queimando
aos voo
o vento do nosso despertar
acordo
outras vidas
assustadas da minha
se levantam e vão embora
coube o tempo de dizer me lev...
e antes que eu terminasse
fui...

junt's

- e porque fica aí tecendo invisíveis?
- esses nadas
- esses nadas?
- sim
- você sabe que esses nadas são o seu mais íntimo todo?
- faço o que? pego na mão, a manhã nasce e os pássaros-nadas engaiolados na mudez..
- escreve!
- eu estou escrevendo. leio até matemática. física. quantica. canticos.

- eu sei o que você é. eu disse escreve ouviu?

- dobra os versos. descansa. eu não quero sua incompreensão. quero sua alma. rasga. entrega. molha. voa. risca, quebra no chão as tempestades. eu disse quebra no chão as tempestas. você consegue?
- como chover os meus devoros?
- devires?
- eu disse devoros. antes que eu possa falar, devorome. é como ser mãe eternamente parindo. isso que não se exercita no estado do que é, mas É.
- então arranca.
- como?
- mete os dedos na palavra amor. ouviu? METE
- meter os dedos?
- a m o r. ouviu?
- escribesesentaynueveveces
- por que você está escrevendo assim?
- escreve as letras. você vai saber disso também

- foda-se. teamo
- agora separa.

:

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

lantejoulas

eu disse que sinto frio com muito calor. porque o frio fica mais tênue na pele do incendio. e é verdade. não na verdade é a nossa pele que quando com muito calor sente logo qualquer frio. transa  uma vez e para. agora transa 3 vezes sem parar. o calor sobre as coxas. sobre as costas. sobre o ventre.

sonhei que me caiam lantejoulas na nossa cama dourada. e você me abraçava entre elas, estrelas cadentes cortando a nossa barriga. transamos três vezes. corpo quente, lantejoulas frias e espetadiças. sonhei que te lantejoulava em mim.

foi bonito e doloroso, como se dissessem o tempo todo alguma palavra que eu ainda não aprendi. foi na verdade muito lindo. e eu acordei.

eu-outra

para mim
o amor só acaba
quando o outro
em outro

quando

como mastigar a liquidez que tenho fome? meus dentes tremem a ausência da carne. meu espírito inteiro sombreado pela luz dourada. a mesma luz que me cega de amor no salão. eu danço. tu me dança. dançamos. os ancestrais verticalizados na imagem de uma sombra. indefinidos carinhos do mundo sobre minha cabeça. e meus olhos tem o cavalgar dos cavalos em fuga. eu nunca pude entrar senão fora disso tudo. depois percebi: dois ou três casos. um a três. foi gostoso, eu gozo com mulher de tatuagem nas costas. flores então. eu gozo mesmo, dá tesão, os espinhos todos caídos na cama. a gente também. mas sabe. eu tenho fome. o que fazer com essa liquidez esticada? essa luz filha da puta me cegando. o amor. o amor engolindo os meus poemas.parindo. cagando. cheirando. trepando. o amor. o amor fodendo os meus poemas que não são mais de amor. não sei. são. ou não. não sei se...

o que fazer quando
o quando?

domingo, 9 de outubro de 2016

da noite

uma Fé
quando anoitece

[a morte secreta das abelhas]

abelhas loucas
voam sob meu sexo
os zumbidos
ziguezagueando doçuras
sob as asas dos meus lábios
em teias de mel...
amanhã elas morrem
e eu fico
adocicada
muda
aprendendo extinções

porque poesia não se dá

vejo as flores
trago comigo a alegria das flores
mesmo meu sorriso alérgico
escapa num sussurro a voz que quer amar
os ventos outros
tempestuosos, gritam a passagem
atravessa, escrevo sobre que é
amar sorriso e sentir dor

então eu vou pro bar
sento na mesa do jantar e dou riso à minha vida

mas só a poeta em mim
sabe
onde morro todos os dias
mais um

poeta

os faróis se diluindo
o asfalto torto
emburacado de passos
meu lugar nenhum perdido também de mim

onde levam as luzes da cidade?
o seu nome de novo
na minha saliva Fé
o seu nome
Deus
dissolvendo o amor
me deixando os pedaços
aos pedaços

cortam-me os olhos
os joelhos
os dedos
o ventre
a garganta toda picotada de te chamar

escrevo esse poema
acreditando em retalhos
e mãos sobre
as minhas tremidas vozes
onde você ressoa teamo..

sobre a extinção das abelhas

as abelhas estão morrendo. até ontem todos estávamos morrendo. mas hoje. hoje as abelhas e todo o mel escorre pelo corredor. a morte entre os dedos da vida. e como contar dos mel's e abelhas que um dia de novembro me voavam por entr'as pernas?
como explicar o que sinto por saber algo morrendo? os teamos não ditos no pico. o silêncio derramado para que não se acordassem as abelhas. como explicar este repetido respeito às colmeias?  eu que nem gosto de mel que muito doce eu já toda adocicada. nas vidas passadas fui abelha. e agora essa extinção matando também minhas origens preta&amarela. me entendo a ver o que é  então essa extinção que se faz do amor. dos silêncios. daquilo que não se repete nome nome nome, mas sobrevive às tempestades, aos furacões, aos corações cheios de tudo para fazer, exceto o abraço. onde se encontram os abraços que eu afastei porque demais eu filhadaputa? para onde vão os abraços que não demos? os beijos. os carinhos? as conversas? as ternuras? os nossos abandonos todos acompanhados de mais abandonos, e as abelhas querem voar. e as flores que só sobrevivem às abelhas? ao amor com que delicadamente as abelhas beijam e ajudam a germinação das cores e das flores? como aceitar que o mundo ao qual eu vivo mata abelhas? e que abelhas somos nós em cada detalhe de abelharia. abrasando o mel todo que se pode doar de amor para que enfim morte. então teremos de morrer esse amor Maior. as fotografias todas sem deus no meio. e deus também no meio a meter a porra da fé para ver se a gente se abraça uma hora ou outra sem morrer tantas vezes mais. ontem eu também morri não sei quantos milhões de anos-abelha quando soube que as abelhas não existirão mais por aqui. onde foi que se seguiu viver um tempo sem mel? loucas, as abelhas mordem minhas asas de borboleta que tenho nas pernas. elas se esfregam entre elas a sua própria morte. e eu queimo. escrevo aqui uma picada que senti da morte das abelhas. e elas me lembram que também pico. que todos os dias e toda hora posso picar-me de morte. e as roseiras, os crisântemos estarão aqui ainda quando eu morrer? qual a cor dos túmulos depois das flores? ainda bem não se descobre as sintonias das chuvas. imagina as tempestades todas morrendo? eu tenho iansã, nunca morro. mas morro às vezes de outra gente. hoje me morro abelha. me morro amigos que não abracei também, porque essa não é uma história a qual eu morro sem abraço, eu também morro sem abraçar, como abelhas. só que as abelhas não sabem do seu nome Abelha. amam solenemente. é justo. eu é que não pareço justa. porque eu sei.

[tudo morre por falta de amor... sobre a extinção: http://super.abril.com.br/ciencia/pela-primeira-vez-abelhas-entram-para-a-lista-de-especies-em-extincao]

sábado, 8 de outubro de 2016

fotografia [do vazio]

as horas passam
e o teu nome não se revela

um flashe alcançando a luz
as gaivotas
as pupilas não me companham o olhar silencioso

as fotografias
todas sem você

me corto
nas luzes

não há ninguém aqui
só você
e o sangue de outras vidas que não vivemos
ainda

despedida

tento te encontrar
e é a mim
que não encontro

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

passarinha

no fundo das minhas asas,
pedregulhos
e fantasias
do caminho das infâncias

se voo...é para me voar
das alturas

não quero o céu
eu quero o voo
de tudo

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

dentro

seu nome escorrido em minha saliva
o som
o abraço
a necessidade

poesia...

dentro me vive um novembro

mapa

- por que passos longos?
- longe é a dobra de papel até o próximo poema em que você morre comigo entalado na garganta
- e por que longe?
- longo é o percurso entre um e outro beijo que não foi beijado ainda

- e por que?
- por que eu já te amo como se fosse novembro

dança

ele contou
dois passos até que

e eu rodopiei sem parar
até ele perdesse meus passos
nisso que enfim foi
encontro

madureza

eu não costumo mudar
andreza
por priscila

nunca

é sempre o inverso
[onde você não entra]

descanso

existe um fim
mesmo que no começo

um fim em que eu me vejo
deitada sob a luz
do teu peito

analgésico

no balanço
as brincadeiras se dissolvem

não sei mais voltar ao salto
pra trás - pra frente

tudo é ida
e travessia no meio do nada que me toma

eu sei
a minha demora nisso
a minha absorção
meu amor honesto a isso que se vem com pressa de ir

isso ainda vai me enlouquecer
de vez enqaundo
até pra sempre

ida

quantos teamos
vou ouvir
até que alguém
me fique um pouco
como em casa?

pequena

- pequena

[porque essa era forma de me chamar Alta]

- te amo sabia?
- eu te amo, você sabe!

eletricidades

eu espero esse nada que a vida
me apresentou

como um destino solitário
de múltiplos encontros
nenhum

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

quebra

nus

meus ombros suportam
o silêncio da ausência

sonhos [parte III]

já se passaram dois dias
e eu não consigo responder ao deserto

o deserto me olha com sede
enquanto rezo as curvas das águas de mim

meus olhos se fecham
feito um luto

minhas águas deitam
e observam

o deserto também é mudo

reencarnadas mortes

deserto também é o nome dado ao encontro. os grãos todos difusos sendo uno na dimensão macro dos passos. você no meio levando o que de mim é lasca de árvore, galhos. lembro que não faz muitos mundos te entreguei meu deserto na boca, então saliva a saliva você me tomava. e não era tempo de sede, mas de fome. então fosse como fosse, você me comia dentro-fora da areia desertica. e fosse como fosse houve um tempo de argila. agora aqui nesse tempo de asas, é um tempo de asas na boca. isso de você beijar minha liebrdade e eu mastigar o tempero da sua. isso de nunca termos nos beijado ainda arrepiando as penas e florescendo cada vez mais absurdos.

um passo
mais outros sem nenhum porquê
mas destino
Destino

esse desmaio nos meus poemas
ora esticado
ora cortado suicidando o que ainda sequer foi

abismo e morte
reincidentes de si mesmos 
isso de você nunca me viver de tão morto
e de nunca me morrer de tão vivo 

desta vida ainda sem memórias nossas
de abrsurdos
dentro das unhas
calejadas de desejo

desta vida
escondida no que é morto ainda...

dos muitos

seus dedos
seus lábios
sob tudo que me alimenta os céus
a sua língua

seu sorriso
cravado na minha vênus em escorpião

eu quero você na minha ideia
eu quero uma ideia
perdida de você
para que me encontre

amor

é em novembro
[então]
que você vai chegar

o curador

é também de mãos dadas
o nosso passado
juntos

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

da noite de nós

meu amante tem
a lua na boca
e quando nos beijamos
ela mingua

amante

não é preciso o ato
quando tudo flutuoso sob
o nosso TODO

resta-nos agora nos abraçar
cada vez mais
até UM

trabalho

e de novo
escorro sob tua boca
[matéria fina de desejos escondidos]

no toque do rosto
você me retem nas mãos que ainda entrelaçam
[infinitos]

você me rega em sorrisos
explode suas dúvidas e temores
pisca os olhos como se minha vida te acortinasse
e desacortinasse

eu-janela-portal

e como se meu corpo-altar
te abrigasse
[eu te obrigo]

e é a noite que meu colar se quebra:
isso de você chegando
vindo do de longe de você
soltando todas as armaduras

e tudo o que se faz aqui
se pega

então você agacha
pega o fio de nylon e pendura
na minha
guia
você

ELE

as flores
me abraçam
em você

sonho [parte II]

éramos duas partes
UMA

e você mordia
minha constelações

e Órion

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

sonho [parte I]

sonhei que te beijava
e do nosso beijo
brotavam-me tatuagens
tribais 
colibris
cobras assaltando corais 
pérolas  e passos de
infinitos

e na minha boca: janela que te apresento beijo
brotavam asas
para eu te contar assim
em nosso voo pelo meu corpo
ausente do presente
mergulhado em passados e futuros
da história que não continuamos 
porque é assim que esta história continua: sem continuação

então que nas mãos se tatuava
o meu destino-você
o seu destino-eu também
em única tatuagem que agora já está toda em você
 no seu corpo suado de me destinar
agoras nenhum

sonhei que te-me tatuava
e tinha uma janela aberta com sol
tatuado também
no mel escorrida dos nossos vestidos
nus

eu também

agora que sei
que você está feliz

posso amar outr'

..s

capa vermelha

ela me deu uma capa
sem chuva
ainda

xamã [da fantasia]

assobia, amor
que é também com o som dos seus pajés
que o meu amor
se manifesta

tambor de Iansã
curva de ventos rodando a saia dos encantos

me chama em todos os meus passados de amor
seja este que o amor me chove

penas nobre as costas
asas te adicionam

e voamos, amor
porque é tempo
é tempo de  Eras

Yellow Light [Of Monsters..]

I'm looking for a place to start
but everything feels so different now.
just grab a hold of my hand,
I will lead you through this wonderland.
water up to my knees
but sharks are swimming in the sea.
just follow my yellow light
and ignore all those big warning signs.

somewhere deep in the dark
a howling beast hears us talk.
I dare you to close your eyes
and see all the colors in disguise.
running into the night,
the earth is shaking and I see a light.
the light is blinding my eyes
as the soft walls eat us alive.

chuva de mim

o marinheiro
cuida
das minhas águas

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

absoluto

desde que você veio
meus dias ficaram macios

eu pinto a sua cor nenhuma
tudo quanto toco nas argilas
formam o seu Nome

e eu realmente quero contar
que

eu mesma

então que me invade essa flor
que sou

onde os cactos caem no chão
como desfolhados
de mim

até ser outra

sobre as coisas não-ditas

o que as asas das borboletas dizem
quando voam?

do que não se fala

tem coisas que nunca falamos, e que porque soltas no ar, dançam na nossa pele. o corpo como que tambor de desejos, arrepia, as camadas de pele sobre a pele de desejos. isso de não te beijar ainda. isso de espera. essa Fé. essa certeza esticada no brilho dos olhos. dura sei lá quantos segundos e a gente não sabe se falou ou fez gesto de alguma coisa disso que a gente não fala nunca.

e eu fico aqui amando essas coisas que não falamos, porque é também onde se deve buscar isso que nunca se fala..


9

ela está aqui
dentro do que me é dentro
amando [juntas] nas separações que também o amor é..

mas você
você é o meu amor-agora

também por isso
dentro-fora
escapado
sonhado
arrepio fundo, e outro
e..

você: esse que quero brincar
tocar
beijar
florescer
chover
queimar

você é meu perto, meu parto
como um abraço inevitável de beijos

como você e o meu nome
SORRISO

planos

eu só escreveria um poema de amor
com o seu nome
preso morto de mil vidas
em minha identidade cifrada

magia

minhas unhas
estão crescida por você

tuas costas
teu abraço longo
isso que se arrasta e me toma em desejos
múltiplos

eu quero você no meu amor
- eu também

ciclos e respeitos de ENCONTRO

- me senti amado por você. estávamos juntos em algum lugar. [e a voz dorridente]
- eu também me senti amada

dobras

eu gosto de prosa cortando meus poemas. gosto porque prosa é o que não se pode ser cortado como um poema que é cortado o tempo todo como pequenas mortes de.

então eu
você nos meus dias

eu gosto

[me dança]

morte

pode ser que um dia
para sempre
vida

energia

sonhei que te beijava
e do beijo nos caiam estrelas

em cadência
giravam por meus seios e..

você também me ama
agora eu sei

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

o iluminado Iluminada

depois de muito tempo
nua

isso é tão
você
nos  meus sorrisos

os lagos todos
fugídios
esse separado com tempo contado

sua mão
seu sorriso me mordendo os cílios

isso de você trazer de longe meu
 olhar infantil
já perdido entre tempos
e desamores

isso de VOCÊ

infinito

no fim
amar é isso: parasempreOutro

se te beijo

ele traz a voz
do meu corpo

íntimo

olhos vidrados
nas serpentes de mim

corta rabo
corta o ventre

eu toda boca
com a língua afiada de beijo

te espero na história da gente

a onda da doçura

não demora muito
a gente encontra
[de novo]
a voz da esperança
e do amor

pulso latente
olhos nos amando
de baixo
pra cima

e a eu-guardião
Rainha
aproximada à chama
que arde

odalisca que é dele
e só
dele

amando o que em nós é onda

encontrando o que em nós
é faz tempo
encontro

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

vampira

- eu não sei fazer poesia concreta
- eu te ensino

noite de lua cheia

ela tinha 
os meus nãos na ponta
dos dedos

por isso a bica transbordando
das bordas de cigarro

os tropeços
as vozes tremidas
o vinho escorrendo da boca

"eu quero você
e o seu vir"
ela disse entre a fumaça

foi então que eu fui
para onde ali eu já estava
ela

você sabe

e eu entregaria minhas costas
mil vezes mais
para que então
desmanchada você viesse

transfigurada em
grajaús
metálica

por cima por baixo
como antes
pelo lado você me tomou na cama

eu gosto de gente que se me escreve

sou poeta e poesia

não
tem
jeito

o capoeirista

fecho a porta do carro
você entra

e é da minha vida que  você não
sai

capoeirista enfeitado de anjo
aurolado em cima de mim
mil golpes
e sorrisos
e gestos
e mordidas

ginga macia na minha boca
berimbau de cordas
pedra no arame

eu atabaque de mim

você sabe não existo
sem você

me inveta de novo
se possível sempre

me enrola no cordão
azul da sua luta
por mim